Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

de ,
O último fim-de-semana desportivo foi próspero em ocorrências que motivaram várias discussões, não só a nível interno como também além fronteiras, onde a guisa de exemplo, duas equipas perderam a liderança, no caso o FC Porto, na Liga Nos, e o Liverpool, na \'Premier League\', ultrapassados pelo Sport Lisboa e Benfica e pelo Manchester City, respectivamente.
Internamente, podemos falar do regresso de Carlos Morais, que ajudou o Petro de Luanda a vencer o arqui-rival 1º de Agosto, em jogo da primeira jornada da quarta volta da fase regular do Unitel Basket, edição 2018, com o resultado de 90-87, numa boa propaganda do nosso basquetebol.
Infelizmente, não podemos sinalizar como boa propaganda a acção protagonizada pelo director para o basquetebol do Interclube, Joaquim Xavier, acusado de agredir, com dois socos no rosto, o árbitro António Luvati, no final da partida de sábado, no pavilhão do Rio Seco, em que por sinal, a sua equipa triunfou perante a Marinha de Guerra.
Sobre o futebol doméstico, não tem como não falarmos da derrota do Petro de Luanda (0-1), frente ao Zamalek do Egipto, em pleno Estádio Nacional 11 de Novembro.
De igual modo falamos do Atlético Sport Aviação (ASA), que depois de 21 dias sem treinar - os jogadores observaram greve e reclamam oito meses de salário em atraso e outras obrigações contratuais -, venceu ao FC Bravos do Maquis, por 2-1.
Entretanto, a caixa alta deriva mesmo do que aconteceu na Huíla, no jogo entre militares da Frente Sul e do \"Rio Seco\", que empataram a três golos, resultado que para muitos foi combinado, e daí o festival de comentários que inundaram as redes sociais e preencheram as agendas de determinados programas de órgãos de comunicação social, que se predispuseram para tudo e mais o resto, em desabono aos clubes em causa.
De facto, algumas abordagens foram reforçadas pelas entrevistas concedidas pelos treinadores, no final do jogo que, para nós, foram intempestivas.
Desta observação, e apesar de não se tratar de uma norma jurídica, evocamos a necessidade de uma interpretação extensiva às palavras do treinador do 1º de Agosto, que em nenhum momento reforçou a tese do resultado ter sido combinado.
Aliás, isso mesmo ficou claro quando, já fora do calor do jogo, disse - mais palavras ou menos palavras -, que o seu pronunciamento deve ser entendido à luz da atitude fria com que alguns dos seus jogadores estão a encarar as partidas, e se calhar outras situações menos boas que possam existir no balneário.
Até porque, falamos nós, não teria sentido nenhum uma combina de resultados nos moldes em que se propala, porquanto, o menos custoso seria o Desportivo da Huíla não atacar a baliza contrária, ao ponto de estar a vencer por 3-1, à vinte minutos do apito final, sendo necessário, portanto, alguma ponderação na abordagem do assunto.
A ponderação que se solicita, atinge as emoções de quem afirma, com todas as letras, que, neste momento, o D\'Agosto não tem equipa para vencer ao Desportivo, e que os títulos conseguidos pelo clube militar do “Rio Seco\" são baseados nas vitórias “combinadas” com o confrade da Frente Sul.
Chegados aqui apraz-nos colocar mais uma questão: “Quando Libolo, Inter e ASA ganharam os campeonatos, o Desportivo da Huíla e o 1º de Agosto não participaram do Girabola”? Entretanto, uma coisa foi a ocorrência do jogo no domingo e outra é quererem dizer que é pelo Desportivo que o D\'Agosto vence os campeonatos ou que os outros não os vencem, e mais do que isso, as mesmas pessoas esquecem que o 1º de
Agosto já deixou de ser campeão nacional, por ter perdido com o Desportivo, quando o treinador da equipa do Lubango era o actual adjunto do clube do \"Rio Seco”.
A propósito, sendo uma regra que o irmão mais novo, Desportivo da Huíla, está proibido de vencer ao irmão mais velho (1º de Agosto), o pronunciamento dos treinadores faz algum sentido? E o que dizer do facto de ter sido o Dragan Jovic a falar, quando o porta-voz da equipa técnica é, por regra, o Ivo Traça? Nunca ouviram falar em interferências no trabalho do treinador, a exemplo de jogadores que têm lugar cativo na equipa, contra a perspectiva do técnico?
Para terminar, a pergunta do título: Vergonha ou tempestade em copo de água? Carlos Calongo

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