Jornal dos Desportos

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Opinio

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O 1º de Agosto voltou ontem a dar alegria à sua massa de adeptos com mais uma conquista digna de registo. A equipa venceu o Petro de Luanda para as meias-finais da Taça de Angola, depois de no domingo se ter sagrado campeão nacional pela quarta vez consecutiva. Claro está que atingir a final ainda não significa triunfo nesta prova. Seja como for, é meio caminho andado.
Num jogo de nervos, disputado ao limite, o 1º de Agosto superiorizou-se ao adversário e deixou claro que é a equipa do momento, mercê da organização da sua estrutura administrativa, factor que se tem reflectido no rendimento positivo das suas equipas em distintas modalidades. Na época que se apresta a terminar a equipa de futebol foi claramente demolidora.
Dragan Jovic e seus pupilos são vencedores de mérito, mesmo que venham, sábado próximo, arrebatar a Taça de Angola não haverá nada a contestar, porque têm sido apenas intérpretes de um futebol de alto nível qualitativo, com argumentos técnicos suficientes para deixar estatelado ao chão qualquer adversário que lhes cruze o caminho.
É claro que quer no Girabola, quer na Taça de Angola teve pela frente adversários dignos de nome, que sabem oferecer resistência em campo. Mas sempre levou à melhor, não sendo sem razão que se arrisca a terminar a época sem conhecer o amargo sabor da derrota. É obra! Poucas são as equipas com capacidade para lograr esta marca.
O Petro de Luanda, que foi no Girabola um digno vencido, sobretudo pela forma estóica como se bateu até à última jornada para chegar à consagração, bem que tentou encontrar na Taça de Angola a salvação da época. Mas nem isso o adversário permitiu, colocando-lhe fora da corrida ao segundo troféu mais importante do nosso calendário futebolístico.
Claro está que em campo estavam duas equipas com estado de ânimo diferente. De um lado uma equipa super-motivada com a conquista do título e de outra uma equipa arrasada e certamente ainda mal refeita daquilo que foi o choque da perda de mais um campeonato, tendo completado dez anos desde a última vez em que vestiu as faixas de campeão nacional.
Em todo o caso, não temos como não reconhecer aquilo que foi a prestação da turma petrolífera. Chegar a disputar o título do campeonato até à última jornada e disputar a Taça de Angola até as meias-finais (não será final antecipada?) não é obra ao alcance de todas as equipas. Daí que tenha sido merecido o título de vice-campeão nacional. Embora não é o que se pretendia, já consola.

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