Jornal dos Desportos

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Opinio

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Com um saldo de duas derrotas frente à Itália (4-5) e a Espanha (2-6), bem como um empate com a França (3-3), Angola acabou por posicionar-se no 4º e último lugar da primeira fase Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que decorreu em Barcelona, Espanha. Fruto disso, o “Cinco Nacional” viu-se na contingência de disputar um “play-off” frente à Moçambique, para confirmar uma vaga aos quartos-de-final do certame.
Frente ao país “irmão do Índico”, vencedor de um dos grupos da Intercontinental CUP, obteve uma expressiva vitória de 6-1, lançando daí as bases para objectivo traçado que passava, em primeira instância, por atingir o 5º lugar na prova que decorreu na região da Catalunha de 7 a 14 deste mês. Nos “quartos” os angolanos tinham, em primeira instância, a ideia de fazer o melhor e tentar evitar derrotas “gordas” diante de colossos.
Para já, a manutenção do 5º lugar alcançado na edição do Campeonato do Mundo realizado em 2015 em Nanjing, China, como se frisou atrás, era uma das metas, já que os angolanos podiam enfrentar, ainda no segundo turno, adversários de nível equiparado.
Nesse quesito, cruzou-lhe no caminho a Argentina, com quem não conseguiram evitar a derrota de 6-0, não obstante manter-se ainda assim vivo o sonho da proeza alcançada em Nanjing. Depois, a equipa às ordens de Fernando Fallé cruzou com o Chile no duelo para a disputa das classificativas do 5º ao 8º lugares, tendo ganho por 7-4, mas recorrendo-se, para o efeito, a um prolongamento para se sair bem na fotografia.
Nesse percurso para o resgate do 5º lugar alcançado em 2015 no país asiático, Angola viu novamente a cruzar no seu caminho a Itália, com quem voltou a baquear, tal como ocorreu na primeira fase em que estava inserida no Grupo A, desta feita por 6-4.
A Selecção Nacional chegou a abrir uma vantagem de 4-2 sobre a congénere italiana, mas depois viu-se incapaz de travar a força desta que, num ápice, deu a cambalhota ao resultado, acabando, assim, por vencer por 6-4. Desse modo, a equipa de Fernando Fallé viu-se impedida da manutenção do 5º lugar, acabando por quedar-se na sexta posição e repetindo, assim, a proeza de 2009, alcançada na região de Vigo, igualmente nessa nação ibérica.
Contudo, apesar de não conseguir alcançar a meta preconizada, face alguma apatia evidenciada diante da similar da Itália, o sexto lugar alcançado em Barcelona, acaba por não ser tão mau de todo para a Selecção Nacional, que mantém a hegemonia em África.
Os angolanos tiveram tudo a sua mercê, para gerirem a vantagem de 4-2 frente aos italianos, mas na segunda parte do jogo realizado no Pavilhão do Centro Desportivo Municipal Isaac Galvez, na cidade Vilanova I La Geltrú, permitiram que estes revirassem o resultado. Estava mais do que claro, que a Itália não era um adversário qualquer, mas ainda assim, com uma atitude mais ousada, Angola podia defender-se melhor e evitar a reviravolta deste conjunto, com quem já havia perdido na estreia.
Para já, salta também à vista neste campeonato que decorreu na região da Catalunha, o adeus de João Pinto “Mustang” à Selecção Nacional, um hoquista com muito boas referências e que foi o quarto da lista geral de marcadores da prova com nove golos.
Após representar o combinado nacional por dez anos, o atacante, que na época finda foi campeão europeu pelo Sporting de Portugal e que deixa a equipa lusa para se juntar aos italianos do Lodi, não evocou, contudo, o motivos do adeus à Selecção Nacional. Falando à imprensa, após a segunda derrota frente a Itália, limitou-se a afirmar que há motivos que lhe obrigaram a tomar tal decisão.
Com apenas 32 anos e com muito ainda por emprestar ao “Cinco Nacional”, João Pinto “Mustang” deixou subjacente nas entrelinhas, que alguma coisa não vai bem em relação a selecção, o que para já terá pesado na sua decisão de despedir-se da equipa de todos nós, mas que como deixou (bem) claro, não é tempo dos os revelar.
E as reacções ao seu abandono não se fizeram esperar. Toy Adão, antigo capitão do “Cinco Nacional”, lamentou a sua despedida, mas, mostrando-se todavia, convicto de que possa, eventualmente, vir a recuar na sua decisão de abandonar o conjunto.
De resto, depois da disputa destes Jogos Mundiais de patinagem de Barcelona, a próxima edição acontece na Argentina, mais concretamente na sua capital Buenos Aires, assim como nas cidades de Vicente López e San Juan.
Até lá aguardaremos o que de mais relevante venha a acontecer para a fina-flor do hóquei em patins, uma modalidade que se revela como das primeiras porta-estandarte de Angola, no que se refere ao mosaico desportivo.
A provar esse facto, estão as presenças regulares do país em Campeonatos do Mundo, desde que se estreou na alta-roda deste desporto em 1982, na edição realizada em Barcelos, em Portugal, facto que faz com que a modalidade mereça todo respeito no país.
Ademais tudo pode ser explicado, com o facto de Angola ter um registo de participações honrosas em grandes montras do hóquei em patins mundial e a nível de outras latitudes.
Sérgio.V.Dias

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