Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

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Numa extensa entrevista concedida a este jornal e publicada na edição passada, Oliveira Gonçalves, antigo seleccionador nacional, fala da qualificação de Angola ao CAN\'2019, do sorteio da fase de grupos e presta subsídios válidos, àquilo que deve ser feito para que o país tenha uma boa participação na maior competição futebolística do continente.
Na verdade, se rejubilamos com a qualificação, conseguida depois de duas ausências consecutivas, agora vimo-nos na contingência de traçar as estratégias, que permitam a constituição de uma equipa coesa e à altura dos objectivos, que venham a ser definidos pelo órgão máximo do futebol nacional ou pelas estruturas acima desta.
É claro que tudo que possa concorrer, para uma fase de preparação tranquila ou por uma boa participação no campeonato, passa por uma excelente condição financeira. E ao que se sabe, hoje por hoje já não se nada em dinheiro, que escasseia, cada vez mais, das nossas mãos. A FAF tem as suas limitações e sozinha nada pode fazer em benefício da equipa nacional.
Portanto, o apelo do técnico, que teve o mérito de levar Angola a dois Campeonatos do mundo (sub-20 e honras), ultrapassa a entidade federativa. Vai mais além. A participação num campeonato africano acaba por ser um compromisso da nação, pressupondo isso que não deve ser encarada como responsabilidade única da FAF, do seu presidente e colaboradores.
Aliás, nada será diferente das anteriores participações, em que o Governo esteve sempre presente de corpo e alma. O que se põe é que o contexto hoje é outro, muito diferente, por exemplo, ao de 2013, a última vez que os Palancas Negras competiram num campeonato africano. O país mudou, havendo maior controlo no manuseio de dinheiros públicos.
Nesta ordem de ideias, pode haver alguma burocracia na definição dos montantes e mesmo na sua disponibilização, o que pode atropelar todo um programa de trabalho, que será esboçado pela equipa técnica. Se é que o objectivo é atingir melhorias classificativas, ou seja, não voltar a casa, como é costume, no desfecho da fase de grupos, então há que se acautelar a situação.
“Se não nos organizarmos não alcançaremos sequer os oitavos-de-final\". Alerta o antigo seleccionador nacional, conhecedor profundo dos meandros do futebol africano. Portanto, longe de euforias, precisamos traçar metas e criar condições para que as mesmas, com maior ou menor dificuldade, sejam alcançadas.
O tempo urge. Junho é já aqui na esquina. Por isso, administrativamente o CAN já começou. A hora é de planificação, consulta com outras federações, cujas selecções podem jogar connosco no quadro da preparação. De definição de lugar de estágio pré-competitivo, e, mais do que isso, fazer a selecção rigorosa e criteriosa daqueles que devem merecer convocatória para esta empreitada.

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