Jornal dos Desportos

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Opinio

hora do futebol

14 de Junho, 2018
Numa mescla de espectáculo e indústria, e disputado sob a égide da FIFA, a prova tem o condão de congregar, nesta altura, 32 das melhores selecções nacionais da actualidade, ou pelo menos aquelas que melhor se apresentaram na fase de qualificação, nas respectivas zonas dos cinco continentes.
Espectáculo, porque reúne nos relvados os melhores executantes do mundo do futebol, em que na actualidade sobressaem o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi, dois expoentes de outra galáxia.
Indústria, porque o futebol nos dias que correm é uma verdadeira actividade lucrativa, que movimenta biliões de dólares, uma máquina de gerar negócios até nos pontos mais recônditos do globo.
Noves fora os escândalos de corrupção em que esteve envolvida, a FIFA continua a ser uma estrutura de peso e voz, que impõe regras aos seus filiados e desafia governos, mesmo os mais autocratas, que muitas vezes querem impor as suas decisões ditatoriais às respectivas federações nacionais de futebol, mas que acabam sempre por recuar, quando o órgão reitor do futebol mundial faz ouvir a sua voz tridente.
É hora da bola. É hora também dos astros começarem a brilhar nos recintos do Mundial com solenidade, porque os olhos do mundo estarão direccionados para si. Os milhares de espectadores que, com a devida antecedência, fizeram a escolha dos ingressos para ver ao vivo ídolos de quem apenas têm ouvido falar, estão ávidos de futebol de primeira e vão cobrar pelo que pagaram.
O futebol é bonito quando jogado com paixão e respeito pelo adversário; quando mantém-se imune à violência e não se deixa intimidar por ameaças de terrorismo, quando une os povos, e mesmo em zonas de permanente conflito, cria laivos de felicidade a crianças e jovens que, debaixo do rugir de canhões e do silvar de balas, aproveitam pausas efémeras para acompanharem a festa da bola, que o mundial nos proporciona.
É hora da bola, é hora do mundial.
Como escrevia o pensador, \"Se todas as batalhas dos homens se dessem apenas nos campos de futebol, quão belas seriam as guerras\"
Fontes Pereira

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