Jornal dos Desportos

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Opinio

imprescindvel domar as Zebras

08 de Setembro, 2018
Depois de alguma inquietação, derivada do facto de a Federação Angolana de Futebol (FAF) estar nesse momento com os cofres vazios, e algo que, para já, chegou a pôr em \'cheque\' a possibilidade da deslocação dos profissionais à Luanda, para o jogo com o Botswana amanhã no Estádio 11 de Novembro, felizmente conseguiu-se dar a volta à situação. E, para alegria dos angolanos, os Palancas jogam no máximo da sua força.
Gelson Dala e Bautu (Rio Ave), Mateus Galiano (Boavista), Fredy (Belenses), Vá e Chico Banza (Leixões), ambas equipas portuguesas, Djalma Campos (Alanyaspor da Grécia) e Bastos (Lazio da Itália) integram a lista de profissionais convocados para o duelo com os tswanesas. E qualquer um destes atletas representam uma mais-valia para este jogo da segunda jornada do Grupo I da corrida à Taças das Nações de 2019.
Os Palancas Negras, à par das “Zebras” tswanesas perderam na primeira jornada do grupo e por isso mesmo, uma derrota neste domingo, compromete as aspirações quer de um como de outro conjunto.
Na ronda de estreia desta corrida ao Campeonato Africano da Nações (CAN), que os Camarões albergam em Junho do próximo ano, Angola caiu aos pés do Burkina Faso, em Ouagadougou , com quem perdeu por 1-3, ao passo que o Botswana, viu-se impotente, em plena cidade Nuaquexote, sua casa, ante a Mauritânia, que a vergou pelo magro \'score\' de 1-0. Daí ambos vêem-se algo atrasados neste corrida ao CAN-2019.
Os Palancas Negras, às ordens do sérvio Srdan Vasiljevic e a jogarem em casa são obrigados a redobrar os esforços e a vigilância, para não serem surpreendidos pelo oponente, que obviamente se ressente, ainda, do desaire em sua própria casa.
O \'factor-casa\' apresente-se, aqui, como motivo aditivo para que a Selecção Nacional faça da excelência um divisa e isto com a eventual conquista dos três pontos em disputa. A partida, Angola é favorita à materialização desse desiderato, mas ainda assim, terá de provar em campo esse factor. E mais: o combinado nacional tem ainda a seu favor o facto de jogar perante os seus adeptos, que na certa, hão-de apoiar até à exaustão.
A equipa nacional vai procurar, durante esta campanha selectiva a 32ª edição da maior montra do futebol continental redimir-se dos fracassos que teve em 2015 e 2017, nas provas organizadas pela Guiné-Equatorial e Gabão, respectivamente.
Angola que se estreou num CAN em 1996, curiosamente numa prova organizada pela África do Sul, esteve pela última vez nesta alta-roda do futebol continental em 2013, que teve também como sede a pátria de Nelson \'Madiba\' Mandela.
Além das duas presenças nos CAN organizados pelos sul-africanos, os Palancas Negras desfilaram ainda em outras cinco edições: em 1998 (no Burkina Faso), 2006 (Egipto), 2008 (Ghana), 2010 (na prova que o país organizou) e finalmente em 2012 (co-organizada pelo Gabão e Guiné-Equatorial).
Depois da sua estreia no África do Sul-1996, os angolanos falharam ainda outras duas edições, a de 2000 (organizada pelo Ghana e Nigéria) e 2002 (Mali). Em função das várias presenças já logradas num CAN, Angola tem obrigação de refazer a sua história a nível desta prova para voltar a dar alegria a todos que se revêem na selecção do país. O futebol nacional já teve períodos de exaltação, particularmente em 2002 e 2006, quando se qualificou para os Mundiais de Sub-20, na Holanda, e de Honras, na Alemanha.
Por isso, temos de acreditar que é possível “reencontrar” os caminhos de glória. E para essa condição começar a se efectivar é imprescindível que o conjunto vença amanhã o Botswana neste jogo da segunda jornada do Grupo I.
A consumar-se o triunfo, tal como disse o Morais Canâmua, meu companheiro deste espaço de opinião, Angola iria reforçar a confiança e, num espaço de pouco mais de um mês poderia colher outros três pontos, quando recebesse a 12 de Outubro, novamente no Estádio 11 de Novembro a Mauritânia. Chegando eventualmente aos seis pontos, o combinado nacional daria, assim, um passo importante para caminhada rumo aos Camarões. Tudo só depende da forma como a equipa vai gerir os próximos jogos.
Aliás, já é por demais sabido que nestes tipos de eliminatórias é sempre importante vencer os jogos em casa e, procurar-se, ir sempre amealhando pontos em casa dos adversários. Se daqui para frente esta teoria se efectivar, de certeza vamos ter a nossa selecção a inscrever pela oitava vez o seu nome numa grande montra do futebol.
Mas isso só será possível com uma atitude irrepreensível nos jogos que restam ainda nesta caminhada para os Camarões-2019. E a começar, os Palancas Negras têm de domar as “Zebras” tswanesas. Isso é inequívoco!!!... Sérgio V. Dias

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