Jornal dos Desportos

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Opinio

possvel o 1 de Agosto e o Petro chegarem l!

12 de Outubro, 2019
A entrada dos dois colossos do futebol angolano, para a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos, é um feito transcendente e que pode despoletar outros benefícios mil, se tivermos em conta toda a avalanche de interesses que encarna as hostes de um e de outro que, decididamente, partem em busca da conquista da África do futebol.
Na verdade, 1º de Agosto e Petro de Luanda perfilam-se e, na passada quarta-feira, conheceram os seus adversários. Cientes de que nesta fase em que ambas chegaram, não existirem adversários fáceis nem tão-pouco acessíveis, militares e petrolíferos, ainda assim, preferem continuar a pensar no sucesso que se redunda, fundamentalmente, em chegar o mais longe possível.
Porém, esta pretensão parece muito subjectiva, se tivermos em conta o tipo de competição e a qualidade de adversários que geralmente encerra. Do sorteio efectuado, ditou, por exemplo, que o nosso campeão nacional em título, o 1º de Agosto, esteja escalonado no Grupo A, conjuntamente com equipas do TP Mazembe da RDC; Zesco United da Zâmbia e o Zamalek do Egipto ou o Generation Foot do Senegal (estas duas equipas jogarão a segunda mão da eliminatória no dia 24 do corrente mês).
Isto pressupõe dizer que, apesar do suposto e provado quilate dos seus adversários, os militares devem igualmente almejar, tal como os seus contendores, apurar-se para a fase final da competição onde, por sinal já esteve há dois anos, eliminado por uma “unha negra” do árbitro zambiano Jenny Chikazwe.
Porém, sendo hoje a realidade diferente, os comandados de Dragan Jovic deverão estabelecer uma estratégia proactiva e com alguma ambição de certo modo cometida. Mesmo com essa naipe de adversários, o D’Agosto deve ter princípio único: procurar vencer os jogos em casa e tentar, no máximo, ir buscar pontos em casa do adversário, seja ele quem for.
No caso particular e em função da “chave” do sorteio, os militares angolanos já começaram a fazer contas e escolha dos melhores caminhos estratégicos, para atingir os seus objectivos. Há que ter em linha de conta igualmente, os aspectos logísticos para salvaguardar melhores prestações.
Em relação ao conjunto de António Cossano, o recado pode ser o mesmo. Ou seja, vencer em casa e pontuar fora é, para já, a única saída para que o desejo se alie à intenção de poder fazer eco a nível do futebol africano.
Colocado, por força do sorteio, no Grupo C, conjuntamente com União Sportive Medina da Argélia (USMA); Mamelody Soundwns da África do Sul e Widad de Casablanca de Marrocos, o Petro de Luanda deve fazer jus ao seu potencial e mostrar, que a fase de remodelação a que esteve submetido nos últimos tempos ficou atrás. Agora, o aspecto competitivo deve vincar, diante desses adversários que, convenhamos, deverão igualmente fazer contas, nas deslocações que tiverem que fazer à Luanda.
Mas, de todas as formas, há que se ter em conta, para os dois representantes angolanos, que jogar em África é muito complicado pois, para além da evolução que se vê, a olho nu, dos atletas em campo, há ainda, infelizmente, um enorme, profundo e lamentável jogo de bastidores, com lobbies à mistura, praticamente virado contra os que têm menor projecção e pouco nome na arena africana.
O próprio 1º de Agosto provou este “veneno”, quando, há dois anos, bastante lançado competitivamente e com uma equipa futebolisticamente capaz de arrebatar o ceptro, foi “travado” praticamente por sectores “conservadores” do futebol africano que, com “mão invisível” (?), tudo fizeram para que os militares caíssem em terra e não avançassem nos seus intentos diante do colosso Esperance de Tunis da Tunísia, que, no entanto, viria a sagrar-se campeão africano..
Noves fora todos esses factores, as nossas duas equipas devem, também, ir pelo realismo do futebol africano, com todas as suas nuances e, até, se quisermos, pela verdade verdadeira que, praticamente, na minha opinião é difícil de se observar, se tivermos em conta, as várias tendências, em função até da nomenclatura dos países, qualidade do Estado, suas economias, posicionamento geográfico, estabilidade económico-social e político-militar. Parece que não, mas hoje no futebol africano, por aquilo que vimos notando, tudo isso joga algum papel, quando as coisas forem colocados na “balança”.
Sendo assim, estão lançados os dados para que os nossos dois representantes que, para já, merecem o apoio de todos nós que, como adeptos, sócios e simpatizantes, devemos corresponder de forma positiva, quando, nos jogos em casa, apoiarmos de forma exaustiva a conquistarem vitórias sucessivas, quando visitadas pelos seus adversários.
O objectivo das duas formações é, sem dúvidas, chegarem nos lugares cimeiros. Para isso têm que trabalhar arduamente e saberem gerir os seus planteis, para as diferentes frentes que têm na época futebolística.
Ainda assim, queremos acreditar que é possível sim, chegarem lá! Bem-Haja! Morais Canãmua

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