Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A arbitragem que temos

24 de Maio, 2016
Com pouco mais de um terço do Girabola Zap disputado, dirigentes e responsáveis dos clubes, treinadores, jogadores e outros agentes do futebol, continuam à espera que alguns árbitros melhorem as suas performances, que como é do conhecimento geral o trabalho de alguns quartetos, tem sido contestado.

Os factos demonstram nesta fase da competição nacional futebolística, mais importante a nível de clubes, cujas equipas intervenientes estão empenhadas em amealhar a maior quantidade de pontos possíveis, com o propósito de alcançarem os objectivos traçados que se consubstanciam na conquista do título e ou na manutenção no escalão principal, o desenvolvimento da arbitragem continua a preocupar os fazedores do espectáculo da bola.

Qualquer pessoa tem a percepção exacta que a arbitragem do “desporto rei” necessita de intervenções directas e pontuais da parte de quem de direito, para a colocar no lugar que é devido. É de louvar as acções nesse sentido, por parte dos membros do Conselho Central de Árbitros.

O que se espera, é que continue na mesma vertente, no sentido de que a quantidade de “casos”, no mínimo, seja reduzida, uma vez que os factos evidenciam que a situação se não for contida, pode alcançar contornos que se confundem com o agravar e que podem ser de difícil solução. É de destacar-se pela positiva, o facto de ao contrário do que aconteceu em igual período das edições anteriores, em que a quantidade era superior, no actual campeonato são protagonizados menos “casos” a dividirem as opiniões dos agentes da modalidade.

Não obstante os esforços realizados pela Federação Angolana da modalidade, é justo que as pessoas tenham motivos para em função dos “casos” protagonizados por algumas arbitragens, se preocuparem por ser evidente o esforço dos responsáveis pelo futebol nacional, no sentido de que esse sector nevrálgico para o seu desenvolvimento deixe de “sobreviver para viver”. Essa desconfiança ganha corpo, numa altura em que as denúncias sobre a existência de corrupção no futebol angolano, sem provas, são feitas por alguns dirigentes de clubes.

É importante que os membros da “família do futebol” tenham consciência de entender o que se passa, pois os factos demonstram que não se apontam soluções sem se identificar e atacar as causas de um mal que perdura, faz muito tempo.

O certo é que sobe o tom de alguns treinadores e dirigentes de clubes, que se rebelam contra a actuação de alguns juízes, que segundo eles prejudicam as suas equipas. Uns fazem de forma correcta, outros não. Há também os que para esconderam algumas debilidades das suas equipas, “atiram-se” contra os homens do apito, sem motivos credíveis.

Isso, é uma prática recorrente em todos os campeonatos, sem que os acusadores apresentem provas ou factos palpáveis, que levem os responsáveis pelo futebol nacional através do Conselho Central de Árbitros, a proteger os seus filiados. O certo é que nem tudo corre a preceito, uma vez que existem situações em que os treinadores e dirigentes dos clubes culpam os homens do apito, que deve remeter a quem de direito para o procedimento de um estudo sério sobre a questão.

Não mugem e nem colhe o argumento de que os árbitros ganham mal, facto que não deve servir de justificação. Longe ferir susceptibilidades de quem quer que seja, mas como forma de sermos realistas, nem sempre os comentários de alguns colegas dos diferentes meios de comunicação sediados nas províncias, relatam com veracidade os factos, promovem o caseirismo, induzem em erro os agentes da modalidade, depois do replay da televisão mostrar outra realidade.
Leonel Libório

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