Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A casmurrice dos rbitros

26 de Agosto, 2016
A par das emoções que tem a particularidade de nos proporcionar, o Girabola acaba também por ser fértil em casos bizarros, que molestam os seus actores directos.

A arbitragem é destes casos que tiram o sono, e tornam a competição pouco higiénica, em face da poluição ambiental que voluntária ou involuntariamente cria. Quando era suposto que na presente edição as coisas fossem melhores, sobretudo pela mensagem positiva que tem sabido passar o Conselho Central de Árbitros, a prática mostra que ainda não é desta vez que temos motivos para se pôr de pé e aplaudir o trabalho dos homens do apito.

A segunda volta da prova começou com uma acentuada onda de protestos ao trabalho dos árbitros. Não há jornada que conheça desfecho sem reclamações. Já o dissemos reiteradas vezes que os árbitros, enquanto homens, também são falíveis. Logo, não se lhes pode exigir uma actuação imaculada.

Porém, há sempre que se avaliar a natureza do erro e tentar percebe-lo, sendo que existem erros que resultam de alguma desatenção do árbitro e outos propositados, muitas vezes concebidos com grande “engenharia”, como produto acabado de laboratório. Vamos admitir, por esta ordem, que existem aqueles cometidos de forma deliberada.

De resto, não é sem razão que anda todo mundo a ralhar no Girabola, sentindo-se prejudicado neste ou naqueloutro jogo. A situação subiu de tom nesta paragem do campeonato.

Trata-se de um imbróglio que deve sensibilizar o Conselho Central de Árbitros no sentido de se pôr ordem no circo, quanto mais não seja uma forma deste órgão se ver ilibado de críticas de toda sorte. À guisa de exemplo, o que se passou na última jornada nos jogos de Calulo e Ndalatando não foi de bom grado. Talvez possamos fazer algum desconto ao Libolo-1º de Agosto, onde as duas equipas saíram prejudicadas. Já no Porcelana-Petro de Luanda houve aquilo que o francês diria “c’est n’est pas possible”, beneficou-se uma equipa e prejudicou-se outra.

Aqui talvez faça sentido perguntar ao Conselho Central de Árbitros o que se está a passar com os árbitros consagrados para ter de confiar jogos importantes a juízes em princípio de carreira. Honestamente falando, a arbitragem do Libolo-1º de Agosto não esteve ao nível da grandeza do desafio.

Aqui das duas uma: ou o CCA banalizou o jogo ou tivesse deliberadamente a intenção de “queimar” à nascença a carreira do jovem árbitro. Pois, por tudo quanto seja do nosso conhecimento, a indicação de árbitros não é feita à base de sorteio. Se assim for, então nos penitenciamos e fim de conversa. Mas se o sistema é de nomeação em que a importância do jogo é tida em conta, porque não foi o jogo de Calulo confiado num árbitro mais experimentado? Onde andam Hélder Martins, Pedro dos Santos e outros com muita estrada?

É certo que incentivamos e aplaudimos todo processo de renovação. Em todas áreas a injecção de sangue novo é uma necessidade que se impõe, mas é preciso que, quem entra cumpra etapas para atingir o topo. Não crescemos de um dia para o outro.

Não é ético tampouco aceite que um técnico e sua equipa trabalhem uma semana inteira, visando atingir um nível que permita encarar o jogo em vista com maior tranquilidade e confiança, para saírem derrotados, não por mérito do adversário, mas por capricho e casmurrice do árbitro que entendeu, por sua conta e risco, que no futebol já valem golos com a mão…


Os árbitros são
bons quando querem


O Girabola vai para os seus habituais defesos, é pois altura para uma devida reflexão. O tema de eleição é sobre arbitragem.

A principal preocupação prende-se com as opções do Conselho Central Arbitragem. Melhor dito, a preferência por árbitros ainda inexperientes. E, sobretudo, em jogos de enorme complexidade, aqueles que podem deitar por terra uma época.

Deitar para o lixo centenas, porque não milhares de dólares. O jogo da última jornada entre o Libolo e o 1ºde Agosto é dos tais. O árbitro prejudicou ostensivamente e recorrentemente o 1º de Agosto.

Aliás, tem sido assim em Calulo. É apenas um dos exemplos, há outras equipas a queixarem-se da actuação desta geração que esta ser lançado sem a devida ponderação, na minha opinião.

Não estamos contra o lançamento de árbitros jovens, é bom e natural que os árbitros sejam substituídos mas não havendo a total saída dos experimentados porque razão o conselho de árbitros os arrumou na prateleira, em particular em jogos de grande complexidade? Já não inspiram confiança? Todos?

Como se explica que o árbitro Pedro dos Santos não apite há muito jogos do Libolo, depois da agressão verbal que sofreu? É profissional e, como tal, deve apitar o Libolo. Imagine que seja moda. Ou que todos os seus colegas deixem de apitar jogo das equipas cujos presidentes criticam. Portanto, não teríamos campeonato. Helder Martins, Figueiredo, Talaya estão todos expurgados dos clássicos justamente quando muitos deles já estão a beira da reforma. Não seria prémio coloca-los nestes jogos já que não erraram o bastante.

É incompreensível não se colocar os grandes. Parece uma contradição da nossa, minha parte, pois fui durante muito tempo critico do trabalho desses senhores, porém nunca questionei a qualidade deles. Eles são bons quando querem. É exactamente o apelo mérito desses que nós apelamos por eles.

Eles são alias árbitros-FIFA, significa simplesmente que são os nossos melhores logo não faz sentido que se coloque os inexperientes para grandes jogos. É a parte final do Girabola, razão pela qual são chamados os melhores. Os jovens têm muito tempo, podem ser lançados no inicio da competição e na etapa decisiva onde um erro involuntário pode deitar abaixo a sua carreira. Não questiona, reitero, a qualidade apenas o momento e os jogos a que são chamados apitar nesta fase.

É incompreensível não se colocar os grandes. Parece uma contradição da nossa, minha parte, pois fui durante muito tempo critico do trabalho desses senhores, porém nunca questionei a qualidade deles. Eles são bons quando querem. É exactamente o apelo mérito desses que nós apelamos por eles.

Eles são alias árbitros-fifa, significa simplesmente que são os nossos melhores logo não faz sentido que se coloque os inexperientes para grandes jogos. É a parte final do Girabola, razão pela qual são chamados os melhores. A principal preocupação prende-se com as opções do Conselho Central Arbitragem. Melhor dito, a preferência por árbitros ainda inexperientes. E, sobretudo, em jogos de enorme complexidade, aqueles que podem deitar por terra uma época.

É incompreensível não se colocar os grandes. Parece uma contradição da nossa, minha parte, pois fui durante muito tempo critico do trabalho desses senhores, porém nunca questionei a qualidade deles. Eles são bons quando querem. É exactamente o apelo mérito desses que nós apelamos por eles.

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