Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Srgio V. Dias

A corrida ao CAN e ao CHAN

09 de Junho, 2015
Angola regressa às eliminatórias das provas do continente esta semana, depois de ter falhado a presença no Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2015, na Guiné Equatorial e o CHAN de 2014, na África do Sul.
No retorno à maior prova do futebol em África, que em 2017 decorre no Gabão, a Selecção Nacional de futebol em honras defronta no sábado, no Estádio da Tundavala no Lubango, a similar da República Centro Africana.
É para já um jogo em que todos os angolanos almejam um resultado positivo para o combinado nacional, que passa, obviamente, pela vitória ante a congénere Centro -africana, que se lhe apresenta como um adversário teoricamente de quilate inferior.
Os Palancas Negras baixaram cinco lugares no último ranking da FIFA, passaram a ocupar a 89ª posição da tabela geral com 381 pontos, contra a lista anteriormente divulgada em que estavam o 84º lugar, com 403 pontos. A República Democrática do Congo (RDC), República Centro Africana (RCA) e o Madagáscar, adversários de Angola nas eliminatórias da 31ª edição da Taça de África das Nações de 2017, no Gabão, também baixaram de posições no ranking da FIFA.
A RDC saiu do 47º lugar para o 54º, com 584 pontos, enquanto a RCA desceu um posto da tabela para a 144ª posição, com 163. O Madagáscar, por seu turno, recuou três posições passou a ocupar o 150º posto, com 156 pontos.
Mas como as posições no ranking nem sempre justificam o favoritismo para esse ou aquele conjunto, Angola tem de fazer da excelência uma divisa, para no final dos 90 minutos do jogo de sábado esfregar as mãos de contente com uma vitória.
Para o duelo com a RCA, da corrida ao CAN de 2017, assim como os do duplo compromisso do CHAN, competição reservada a jogadores que evoluem nos respectivos países, o técnico Romeu Filémon convocou 29 jogadores.
Foram notórias as ausências dos “habitués” Manucho Gonçalves, do Rayo Vallecano de Espanha e de Djalma Campos, do Konyasport da Turquia, na convocatória feita pelo Seleccionador Nacional Romeu Catato Filémon. Os dois craques, à par do promissor Igor Votokele, do Charlton Athletic, da II Divisão inglesa, que também não foi chamado, talvez emprestassem outra dinâmica ao jogo ofensivo dos Palancas Negras.
Não obstante isso, Filemon convocou do “estrangeiro” jogadores como Bastos, Pedro Kusunga, Dolly Menga, Clinton da Mata e Jonathan Buatu, que ao lado dos 24 “girabolistas” chamados, podem vir a dar alguma consistência ao grupo.
Penso, neste sentido, que o técnico nacional procurou eleger os que a seu ver são os melhores de momento, que dão garantias para fazer bons jogos com a RCA, sábado e depois com a Swazilândia, para a corrida ao CHAN nos dias 21 deste mês e 4 de Julho. Da eleição feita, o técnico é soberano e por isso, deve-se respeitar as opções.
Se por um lado é bem-vindo o regresso dos Palancas Negras às eliminatórias das provas africanas, o mesmo já não pode dizer-se em relação ao Girabola, que sofre um interregno de 40 dias. A meu ver não se justifica “tão prolongado” descanso aos jogadores.
É verdade, que depois das 15 jornadas justificava-se um “merecido” repouso para os atletas da maior prova do futebol nacional, o Girabola, mas é deveras complicado esse interregno porque quebra o ritmo competitivo dos intervenientes.
A meu ver é um assunto que a Federação Angolana de Futebol (FAF), que tem à testa o general Pedro Neto, vai ter de rever. Aliás, há muito impõe-se o reajuste do calendário da disputa do Girabola, que ao longo dos anos tem afectado a campanha das equipas nacionais envolvidas nas Afrotaças, já que no arranque das competições continentais partem (sempre) sem ritmo por falta de jogos.Os membros da direcção do órgão, que superintende o futebol interno, têm de compreender (isso é inequívoco) que o tão prolongado interregno na prova, quebra o ímpeto competitivo das equipas. Isso ocorre, particularmente com aquelas, que ocupam os lugares cimeiros do campeonato nacional de futebol da I Divisão.
Retomando o percurso da campanha dos Palancas, apraz-me dizer que para os vários compromissos que têm à vista, o duplo duelo com a Suazilândia. Os mesmos são referentes a penúltima eliminatória de apuramento para fase de grupos da IV edição do CHAN, em 2016, no Ruanda.

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