Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A crise e as suas lies

02 de Dezembro, 2019
E finalmente se fez luz na Federação Angolana de Basquetebol. E lá se encontrou uma solução provisória. Gustavo da Conceição foi chamado para conduzir os destinos da Federação Angolana até as eleições. Foi está a decisão da assembleia. É um passo para se atenuar o caos que se instalou numa das maiores federações do País. No meio de tudo sobram muitas lições. Ou melhor, por consequência desta crise destapam-se as fragilidades das associações desportivas. Uma pergunta simples. Os estatutos da Federação Angolana de Basquetebol não deviam prever como se preenchem as vacaturas? Foi necessário uma assembleia para decidir como se podia acudir o problema de gestão criada pelo presidente cessante? Como é que se queira recorrer ao Ministério dos Desportos para se preencher uma situação destas. A Federação Angolana de Basquetebol é uma associação privada, que se governa, cabendo ao seu estatuto indicar os caminhos que se devem percorrer em caso crises como estas. É a pura manifestação do amadorismo que grassa o desporto nacional. As direcções dos clubes e federações idolatram o improviso, como se diz, gostam de pontapé na bola e fé em Deus. É disso que é feito o nosso desporto, e como consequência temos estas e outras situações que se varrem para o debaixo do tapete. Pior de tudo é que os presidentes, muitos ou a maioria, não têm tempo para participar em reuniões, não têm tempo para votar, manda os mais disponíveis, algumas vezes os roupeiros, com o devido respeito para estes profissionais. São estes que determinam o destino de uma modalidade, de carreiras de muitos atletas pessoas que dedicam as respectivas vidas. Assim caminha o desporto que se quer profissional, comparar com outras realidades. Há gente que não tendo dinheiro, tem no entanto vocação, experiência e predisposição para resgatar os valores da modalidade. É a vez desses, por favor. Teixeira Cândido

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