Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A crise est instalada no rio seco

09 de Março, 2015
T rês jogos e igual número de derrotas. Este é o saldo do 1º de Agosto, no Girabola, que confere a posição de “lanterna vermelha” da prova. Um início de campeonato nada condizente, com o estatuto de que goza a equipa do rio seco, no contexto desportivo nacional.

Uma breve reflexão, relativamente à carreira fotografada até ao momento pela equipa dirigida por Dragan Jovic, deixa ver a dúvida: o superavit competitivo deste início de época, era mesmo de mais para os recursos existentes ou a mudança de treinador e de projecto começou demasiado cedo a revelar fragilidades, que até nem eram tão difíceis de prever, ou as duas coisas, a montanha torna-se ainda mais difícil de transpor.

Facto: o campeonato começou mal e há urgência de reverter o quadro, que já não é nada favorável, dada a diferença de pontos que separa os militares do Interclube, o líder destacado da prova. Já vão dez pontos, que são os pontos de diferença, que digam-se abismais. Em função do que se tem observado, parece notório que Dragan Jovic ainda não assimilou a mística e a cultura do conjunto do rio seco. Exibições que não entusiasmam, erros que se repetem e discursos nada convincentes, não se compadecem com a bitola da exigência dos militares. Tal como aconteceu a Daúto Faquirá, há dois anos, o técnico tem de fazer uma rápida aprendizagem e crescer em pleno processo competitivo.

O jogo com o Kabuscorp sentenciou o 1º de Agosto a uma verdadeira prova de maturidade e firmeza, pois a questão do título está a distanciar-se cada vez mais. O crescimento não é “à prova de bala nem de bola”. Os maus resultados podem acontecer, é a mais pura verdade. Contudo, três derrotas consecutivas para uma equipa que se arvorou, ainda antes do início da época, que era o ano da virada, o ano de regressar aos títulos, é alarmante. Nada está perdido, é verdade. Mas vencer os próximos jogos é fundamental para que os objectivos assumidos sejam perceptíveis, visíveis e determinantes.

É esse o momento para os militares mostrarem se realmente têm, conforme anunciaram amiúde, um projecto à prova de escorregadelas. Os processos de crescimento sustentados não contemplam espaços para desilusões. Quanto ao resto, no 11 de Novembro aconteceu futebol: assistiu-se à materialização da superioridade de um Kabuscorp diante de um 1º de Agosto cansado e quase desarmado, embora tenha demonstrado alguma superioridade em alguns momentos da partida.

Uma conversa franca e aberta no rio seco pode servir para sarar as feridas. E o total aproveitamento das armas à sua disposição pode permitir a Dragan Jovic a recuperação de alguns dos pontos que o separam do Interclube e do Kabuscorp. Uma tarefa ingrata e que não se afigura fácil, porque o estado psicológico dos jogadores não é dos melhores.

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