Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A crise fortalece o Marketing Desportivo!

03 de Dezembro, 2018
As opiniões dos especialistas, comentaristas e líderes de opinião sobre a crise económica e financeira que o país vive continuam a ser díspares.
Os da direita tidos como os mais radicais, também conhecidos como \"revús\" acreditam piamente de que estamos a passar por um dos piores períodos de recessão económica desde que Angola se tornou independente.
Já os de esquerda, considerados como os mais liberais, têm passado a mensagem de que temos de ter um olhar mais optimista - para não dizer poético e demasiadamente romântico para o meu (des)gosto sobre esta Angola -, atribuindo esse ponto de vista a diferentes factores não interligados a uma crise que até hoje ninguém tem a mínima ideia de como afectou a vida de todos os angolanos, desde o senhor de barriga cheia , até ao filho do \"pepá\" quem nem sequer consegue o pão para mandar o filho à escola .
É que, passados pouco mais ou menos de 2.000 dias, desde que em 2015 a crise passou a ser uma palavra constante e corrente no vocabulário de Angola, que se fala dela, da boca de quem fala do que ouviu, como também da boca de quem sabe de que a coisa está cada vez mais \"rija\", e também da boca de quem só sabe que em Angola existe crise.
Com a crise que estamos com ela, diversas empresas tiveram seus resultados aquém do esperado e, de alguma maneira, sentiram efeitos negativos nos seus negócios.
Este tipo de situação, mexe com a \"tampa\" das empresas, levando-as, o que é normal e natural, a adoptarem uma estratégia mais defensiva, principalmente no que tange ao sector de comunicação, repensando sua forma de se posicionar no mercado.
Mesmo diante de um cenário caótico, as empresas necessitam de foco para as acções ligadas à atracção, satisfação e fidelização de seu principal activo: o cliente.
É o cliente, a mais mutável das espécies da cadeia económica, que precisa estar no olho do furacão em tempos de recepção económica. E é justamente aqui que o \"casamento entre a fome e a vontade de comer\", pode funcionar sem se ter receio algum de que a morte os separe, beneficiando quer o tecido empresarial bem como a sociedade desportiva.
Principalmente em tempos de crise, o desporto é um dos principais veículos de comunicação das marcas para impactar o seu público-alvo, uma vez que parte significativa deste é consumidora de desporto.
É nestes períodos que os profissionais de marketing desportivo devem se destacar identificando os desafios que marcam o sector onde desenvolvem a sua actividade, e com isso definir estratégias que permitam potenciar as empresas que utilizam o desporto como canal de promoção dos seus produtos e serviços.
É verdade que os desafios são complexos, mas é aqui que temos de mostrar a nossa fibra e encarar as dificuldades como oportunidades. Para contrariar a tendência, devemos ser arrojados e, se necessário, disruptivos. A título de exemplo sugiro, o seguinte:
Sermos profissionais de marketing quer empresarial e desportivo criativo, que tenham coragem de correr riscos bem calculados, e não ter receio de inovar quando o assunto é a activação das marcas associadas ao desporto.
No futebol, por exemplo, os jogos do Petro de Luanda e do 1º de Agosto, movimentam um grande número de adeptos. Porque não existe uma marca que ofereça a estes adeptos, a possibilidade de, no próprio local do jogo, acederem gratuitamente à internet?
Seria uma excelente forma de potenciar a interacção do consumidor desportivo não apenas com a equipa da qual é fã, partilhando fotografias, vídeos e outros conteúdos nas suas páginas do \"facebook\" e do \"instagram\", mas também com a marca que lhe possibilita partilhar a paixão por esta mesma equipa.
O alcance desta acção, que não parece tão complexa e difícil de implementar, possibilitaria um \"engagment\" brutal e teria com certeza um enorme \"reach\", além de que estamos a ir de encontro a uma nova forma de consumir desporto, onde as pessoas, em tempo real, têm necessidade de partilhar o que fazem com os seus amigos.
Mas como interpretar esta sugestão, sobre as diversas perspectivas que se apresentam perante uma mesma realidade, mas com componentes tão diversas?
Zongo Fernando dos Santos *

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »