Jornal dos Desportos

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Opinio

A crnica de um campeo anunciado

15 de Julho, 2018
Tinha eu 20 anos, quando a França, no longínquo ano de 1998, ergueu o seu primeiro troféu de campeão do mundo. E hoje, duas décadas depois, vejo as mesmas emoções, mesmas multidões e as mesmas canções de adeptos nas ruas, como se estes 20 anos não tivessem passado.
O facto é que o sucesso celebrado pelos franceses, com o mesmo fervor ao evidenciado há duas décadas remete-me ao ambiente vivido por altura daquele Mundial de 1998, no salão do “Clube dos Franceses”, na Samba.
Recordo como hoje o cenário de festa que se criou no local, com franceses e angolanos a vibrarem com os golos de Zidane e a magia do futebol de Djorkaeff, Deschamps e Petit, numa geração de ouro que perfilavam igualmente Barthez; Thuram, Desailly, Blanc, Lebouef e Lizarazu, Karembeu, Petrick Vieira e tantos outros...
A história pode repetir-se. E desta vez com a maior das epopeias. No “clube dos franceses”, a esta altura já se prepara um “boda rijo”.
Os fogos de artifícios voltarão a ser jogados ao ar ou no meio da multidão, tão-logo o jogo encerrar e a fumaça espalhar-se-á pelos ares da vizinhança.
Como em 1998, os franceses espreitam a conquista do troféu como os principais favoritos, com uma ligeira diferença: o protagonista do virar desta nova página do futebol francês é Antoine Griezmann.
O camisola 7 dos Gauleses representa o principal “cérebro” de um conjunto recheado de qualidades. Hernandez; Kanté, Paul Pogba, Mbappé, Griezmann e Giroud são, apenas, mais alguns da vasta lista de fundamentais...
À semelhança do ano da conquista do primeiro título do Mundial, o futebol do conjunto francês continua a encher espaços no relvado e o seu ataque mantém o caudal ofensivo para correr em zonas nevrálgicas do terreno adversário.
A maioria dos prognósticos apontam para uma direcção: o da vitória francesa. Quer seja aqui, em Moscovo, em Luanda, na Samba, ou em outra parte do Mundo, poderá jorrar muito champanhe, em homenagem a França.
Paulo Caculo|Moscovo

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