Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A dcima oitava

09 de Junho, 2016
Quando num jogo que pode definir o campeão ou adiar a festa não se vê a classe de jogadores com Carlos Morais, Olímpio Cipriano, Eduardo Mingas, Valdelício Joaquim, dos melhores da nossa praça, outros têm que surgir, tendo ou não a pureza da técnica reconhecida aos citados.

E, se este jogo for contra uma equipa em processo de construção, com jovens jogadores procurando o seu espaço do mosaico da bola ao cesto local e espreitando um lugar no cinco nacional, vem de cima o querer, a determinação, o colectivismo de jogadores como Mutu Fonseca, Hermenegildo Santos, “bater no peito” e dizer que, se um dia, “miúdos” jogadores como Lutonda, Baduna, Carlos Almeida e etc, foram apostas ganhas das suas equipas, contando com o concurso conselheiro dos mais velhos do clube, então, podemos ganhar.

E assim, nesta raça, espírito e acima de tudo determinação, o Clube Desportivo 1 de Agosto logrou conquistar da décima oitava título do seu historial, referente ao campeonato nacional sénior masculino de basquetebol.

Sem demérito para o Libolo nem tão pouco elevar o sentimento clubista que as pessoas sabem que nutro pelo Clube Central das Forças Armadas Angolanas, sinto-me tentado a dizer que parte do segredo da vitória dos militares esteve, para além dos atributos atrás referidos, no cumprimento do rigor táctico dos jogadores dos quais, assim me pareceu, a ordem e liberdade para driblar apenas era prorrogativa do base, noves for a alguns incumprimentos circunstancias quando necessários.

Assim, eis o champanhe jorrando sobre a cortina que desce anunciando o encerramento do BIC Basket, consagrando o 1º de Agosto mais uma vez, ficando a dois títulos de duas dezenas deles.

Valor acrescido deve ter este título por ser conseguido diante do Libolo que nos últimos anos se apresentou como o carrasco dos militares do Rio Seco, sobretudo a nível da Taça de Angola.

Ainda em tempo de desfrutar a conquista, ao pupilos de Carlos Hendrick, impõe-se a palavra de ordem: Parabéns.

CARLOS CALONGO

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