Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A denncia pblica de Amaral

04 de Agosto, 2017
Faz tempo que os dirigentes e treinadores reclamam da maquiavelice de que são vítimas nos jogos referentes, particularmente, ao campeonato nacional de futebol da primeira divisão. Os árbitros entram na peça teatral como actores centrais. O caso é polémico e já foi motivo de várias abordagens. Umas em foro apropriado, outras nos corredoresda fofoca.

No papel de analistas da \"coisa desportiva\" temos vindo a fazer apelo para uma maior transparência entre os fazedores do nosso futebol, na forma de gestão deste fenómeno de massas, para que continue a ser visto como uma competição sã, séria, e desenvolvida por gente honesta, não estivesse hoje o futebol se transformado numa linguagem universal. Pois, são poucos, aqueles que não enxergam as calinadas feitas ao seu prontuário ortográfico.

Pelos vistos, e à despeito do que os resultados têm vindo a mostrar, fica a sensação de que andamos a clamar no deserto. Equipas há que continuam a reclamar da actuação dos homens do apito, tomados como influenciadores de resultados em certos casos. Quase que não há jornada que se disputa na totalidade sem que apareça um técnico ou dirigente a atirar-se contra a actuação da arbitragem. Ou a justificar a sua derrota com uma gaffe do juiz, que deixou por assinalar um penalti ou que tenha validado um golo em posição irregular.

Andamos nessa quase durante a época toda e ninguém muge, ninguém tuge. Quando há coisa de três anos Horácio Mosquito tentou destapar o véu quase que foi crucificado. Mas pela segurança por si demonstrada ficou na altura a sensação de que o homem não estava com alucinações coisa nenhuma. Sabia o que dizia, porque também ele pisava o mesmo chão.

Desta vez foi Zeca Amaral, treinador do Bravos do Maquis, que veio a terreiro manifestar o seu repúdio pelo trabalho da equipa de arbitragem que ajuizou o jogo da sua equipa contra o 1º de Angosto. Amaral, como tratou de sublinhar na sua conta no Facebook, ficou \"extraordinariamenteirritado e zangado.\". Afinal o caso não é para menos. A denúncia peca apenas pelo facto de o queixoso não apresentar provas documentais da \"trama\".

Seja como for, Zeca Amaral não é alguém que ande à procura de holofotes, para ver a sua imagem reflectida nos ecrãs televisivos. Se abriu a boca é porque não o fez por mera emoção. É certo que precipitada a situação na véspera do jogo da sua equipa contra o 1º de Agosto seria de alguma imprudência dizer que a derrota por 1-0 tenha tido mão da arbitragem.

Ainda assim trata-se de uma situação com a qual não devemos continuar a pactuar, sob pena de anavalhar a verdade desportiva. Estamos, penso eu, perante um caso que não deve ser minimizado por quem de direito. Deve se apurar a veracidade dos factos, e, se for caso para tal,sancionar os implicados.

É pois, inadmissível que uma equipa trabalhe arduamente durante uma semana inteira, para perder o jogo, não por mérito do adversário, maspor mero capricho do senhor árbitro. Tudo menos isso!..
Matias Adriano

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