Jornal dos Desportos

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Opinio

A desero na FAF

26 de Novembro, 2018
A saída inexplicada de alguns dirigentes da Federação Angolana de Futebol (FAF) é uma mensagem, que não pode ser ignorada. É uma mensagem que vai no sentido contrário ao do que acontece nos relvados. Ou seja, é um clima que pode perturbar o ambiente de reconquista dos Palancas.
Depois de um período de descrença dos adeptos, as últimas exibições da equipa nacional está a chamar de volta os adeptos, o que exige da FAF silêncio. Fazer apenas o necessário, como colocar à disposição das selecções as condições mínimas. É preciso que os dirigentes da FAF coloquem na mesa o interesse maior. Terá sido, alías, em nome disso mesmo que concorreram para o cargo. Por isso, os dirigentes têm a obrigação de encolher os egos. Recolher os títulos e alguma arrogância em nome do futebol. Como em todas as instituições, o presidente deve ser o primeiro, o aglutinador e não o dissuasor. A saída de Norberto de Castro foi ignorada, porque entenderam muitos que se tratasse do carácter dele.
A seguir outro vice bateu a porta. Acendeu o sinal.Norberto de Castro queixou-se de que tínha sido preterido, queriam-no a exercer um papel de \"office-boy\" (estafeta ou menino de recados) ao invés da função inicialmente proposta: vice-presidente para o futebol jovem. Com a segunda deserção, ficou concluída a ideia de que Artur Almeida fez um apartheid, chamou para junto de si alguns, e fechou a porta para a maioria.
Felizmente, as associações despertaram para uma situação, que pode contagiar o caminho que os Palancas Negras estão a trilhar. Abro um parênteses para dizer, que não vivo obcecado com a qualificação para o Campoenato Africano das Nações (CAN). Valorizo mais um projecto estruturante. Fecho, e gostaría de concluir com apelo para o serenar dos ânimos, a importância de um trabalho conjunto, mais do que isso transparente. Todos são poucos para a grandeza dos desafios do futebol nacional. Entendam-se senhores! Teixeira Cândido.

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