Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A desero na FAF

26 de Novembro, 2018
A saída inexplicada de alguns dirigentes da Federação Angolana de Futebol (FAF) é uma mensagem, que não pode ser ignorada. É uma mensagem que vai no sentido contrário ao do que acontece nos relvados. Ou seja, é um clima que pode perturbar o ambiente de reconquista dos Palancas.
Depois de um período de descrença dos adeptos, as últimas exibições da equipa nacional está a chamar de volta os adeptos, o que exige da FAF silêncio. Fazer apenas o necessário, como colocar à disposição das selecções as condições mínimas. É preciso que os dirigentes da FAF coloquem na mesa o interesse maior. Terá sido, alías, em nome disso mesmo que concorreram para o cargo. Por isso, os dirigentes têm a obrigação de encolher os egos. Recolher os títulos e alguma arrogância em nome do futebol. Como em todas as instituições, o presidente deve ser o primeiro, o aglutinador e não o dissuasor. A saída de Norberto de Castro foi ignorada, porque entenderam muitos que se tratasse do carácter dele.
A seguir outro vice bateu a porta. Acendeu o sinal.Norberto de Castro queixou-se de que tínha sido preterido, queriam-no a exercer um papel de \"office-boy\" (estafeta ou menino de recados) ao invés da função inicialmente proposta: vice-presidente para o futebol jovem. Com a segunda deserção, ficou concluída a ideia de que Artur Almeida fez um apartheid, chamou para junto de si alguns, e fechou a porta para a maioria.
Felizmente, as associações despertaram para uma situação, que pode contagiar o caminho que os Palancas Negras estão a trilhar. Abro um parênteses para dizer, que não vivo obcecado com a qualificação para o Campoenato Africano das Nações (CAN). Valorizo mais um projecto estruturante. Fecho, e gostaría de concluir com apelo para o serenar dos ânimos, a importância de um trabalho conjunto, mais do que isso transparente. Todos são poucos para a grandeza dos desafios do futebol nacional. Entendam-se senhores! Teixeira Cândido.

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »