Jornal dos Desportos

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Opinio
por Augusto Fernandes

A desistncia do JGM do Huambo

03 de Maio, 2018
A desistência previsível do JGM do Huambo e as sua consequências já se fazem sentir. Por exemplo se o Girabola terminasse hoje, o 1º de Agosto poderia tornar-se campeão nacional caso vencesse o jogo em atraso que tem contra o Sporting de Cabinda.
Isto implica dizer que a desistência da equipa do planalto central do Girabola 2018 fere a verdade desportiva, pois em função do hipótese levantada acima o Interclube seria a equipa mais prejudicada pela retirada de três pontos em função do jogo que disputou contra os desistentes.
Assim sendo, a Federação Angolana de Futebol (FAF) tem de criar mecanismos para acautelar este tipo de situações. Por exemplo a FAF pode exigir que todas as equipas que ascendam à primeira Divisão dêem provas de economicamente estarem condições de terminar o campeonato.
Talvez as equipas devessem ter uma espécie de avalista que poderia responsabilizar-se em casos do género.
Portanto, somente a FAF pode e deve criar regras que impeçam que este tipo de situações voltem a acontecer.
Temos de elogiar o esforço que o dono do JGM fez para colocar a equipa na primeira Divisão, mas também podemos critica-lo por não ter tomado a medida mais certa e na hora “H” como soe-se dizer: abandonar o Girabola logo após o termino do campeonato transacto. Jorge Mangrinha, melhor do que ninguém sabia que não tinha condições de terminar o presente campeonato em função da sua realidade económica já em 2017 e foi com muita força e coragem que ele conseguiu manter a equipa na primeira Divisão
As consequências da desistência do JGM, não se limitam apenas na alteração da tabela classificativa mas também e com muito gravidade que afecta a vida dos jovens jogadores que acreditaram no projecto.
Assim os rapazes ficaram desempregados e com salários em atraso que dificilmente serão pagos. Por ai já podemos ver o que vai acontecera com estes jogadores e seus familiares. Tudo isto porque o espírito de aventura ainda se apodera de algumas pessoas como é o caso do presidente ou seja do senhor Jorge Mangrinha.
Portanto para dissuadir este tipo de situações a FAF ou outro órgão de direito deverá também criar leis que penalizem seriamente os indivíduos que arrastam atrás de si para aventuras deste tipo.
Sabemos que a maior parte dos que entram para este tipo de aventuram têm como objectivo “entrar nos bolsos” dos governos das províncias que representam para resolverem os seus problemas (pode não ter sido o caso de Jorge Mangueirinhas).
Esperamos que a c da FAF encontre rapidamente soluções para acabar com este tipo de situações. É inconcebível que em pleno seculo 21 ainda existam casos do género. Uma equipa de futebol que atinja a primeira Divisão tem de ter condições para nom mínimo terminar a competição.
O que aconteceu com o JGM do Huambo tem de servir de lição para quem quiser colocar uma equipa na primeira Divisão ou em qualquer outro projecto que envolva avultadas somas de dinheiro.
O mais caricato nisto tudo é que as pessoas sabem que o Girabola não da o retorno do que se investe. Para se manter na primeira Divisão uma equipa do nível do JGM precisa de no mínimo de três milhões de Dólares, já com muitos soluços.
A situação é lamentável, mas como contra fatos não há argumentos temos de aceitar a situação e esperar que nos próximos tempos as coisa melhorem e vamos acreditar que nos próximos tempos não voltem a acontecer situações do género.
Portanto, a bola está nas mãos da FAF. Nem que o campeonato seja disputado por series ou por grupos o mais importante é que no Girabola só esteja equipas que podem começar e terminar o campeonato.

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