Jornal dos Desportos

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Opinio

espera de treinador

08 de Maio, 2015
A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol disputa no próximo mês de Setembro, nos Camarões, o Campeonato Africano, Afrobasket, cujo objectivo é a defesa do título conquistado há dois anos em Maputo. A quatro meses da competição, a federação ainda não indicou o substituto de Aníbal Moreira, obreiro dos dois títulos africanos.Pode parecer que o tempo nos separa do início da prova é longo mas se analisarmos que para participar de um evento é preciso reunir um conjunto de condições quer do ponto de vista administrativo, quer competitivo, logo se vê que este atraso vai obrigar depois a correr atrás do tempo.

O nome de Jaime Covilhã é o mais cogitado para o cargo e o treinador confirmou ontem no espaço "Clube Angola" da Rádio Cinco, que recebeu já formalmente um convite da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) e aguarda apenas que seja anunciado no cargo. Não havendo, do que é de domínio público, mais outros nomes a concorrer, não se percebe por que razão a FAB continua a fazer mistério sobre o assunto e a retardar o processo em torno da preparação para o africano dos Camarões.

Depois de dois títulos consecutivos e as presenças nas provas mais relevantes internacionais, Jogos Olímpicos e Campeonato do Mundo, seria chocante irmos para o Campeonato Africano sem estarmos à altura de defender o estatuto de campeão que adquirimos nos últimos quatro anos; seria humilhante fazer uma preparação em cima de joelho que comprometesse a imagem do país na modalidade.

Agentes da modalidade debateram ontem a situação do atraso na indicação do técnico para a Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol e foram unânimes em admitir que nesta altura o "cinco" nacional já devia estar a trabalhar ainda que apenas no campo administrativo. Aliás, Jaime Covilhã, o potencial candidato ao cargo, disse mesmo que precisaria de um ano para colocar a equipa de todos nós no nível para a disputa do título.

A presença no Campeonato do Mundo da Turquia, no ano passado, deu uma importante experiência internacional às nossas senhoras, embora em termos competitivos estivemos muitos furos abaixo das adversárias. Mas percebe-se, pois defrontaram selecções cotadas a nível do mundo. Os resultados averbados nos três jogos, derrota por 102-42, com a Sérvia, 65-39 (China) e 119-44 (EUA) eram previsíveis.

Com o prestígio alcançado é preciso não e seria bom que se continuasse a investir no basquetebol feminino para que trilhe o mesmo caminho da selecção masculina, que se apresenta hoje como a campeã das campeãs do continente africano.Antes de deixar o combinado nacional, o seleccionador Anibal Moreira fez um apelo à continuidade do trabalho e ao apoio da direcção da federação ao seu substituto. Mas parece que a mensagem foi ignorada.

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