Jornal dos Desportos

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Opinio

A FAF vai cumprir?

01 de Fevereiro, 2016
Contados, a partir de hoje, sobram apenas dezoito dias para o pontapé de saída do Girabola, agora também com o apelido de Zap, essa companhia que emprestou à competição a sua designação de firma mercantil que, ganhando mais imagem e projecção com a prova, vai conferir aos cofres da Federação Angolana de Futebol, valores monetários, como forma de contraprestação. Esta maneira de patrocínio não é nova.

Não é porque a federação, já liderada por outras direcções, accionou mecanismos iguais para angariar patrocínios, mas os que colheu, e mesmo agora, sabe-se por portas e travessas que são insuficientes para todos os gastos decorrentes da competição. É o que se diz, pelo menos.Se é verdade ou não oxala, desta vez, mesmo que não seja ainda para altos prémios, esse patrocínio da Zap que sirva para compensar alguns gastos das equipas participantes.

Sobretudo a chegar a campeão nacional, deixando de beneficiar apenas de um troféu com carácter simbólico. Não pode mais ser assim. E se a federação conseguir agraciar da melhor maneira a futura equipa campeã nacional deste ano, então será uma grande novidade na hisória da compatição. A FAF vai cumprir?

O campeonato deste ano, além do lado competitivo, está a suscitar também muitas outras expectiva, muitas outras curiosidades, tendo em conta o rol de medidas que a federação vem adotando e anunciando desde o fim da época passada. E os amantes da modalidade estão à espera, a ver se serão cumpridas e se...em caso de não, o que é que a federação irá fazer.

No ano passado, por exemplo, a federação e treze das 16 equipas s do Girabola deste ano de 2016, decidiram que os clubes deixam de suportar directamente as despesas dos árbitros e, nesta última sexta-feira, até já foi anunciado que o organismo reitor do futebol vai gerir o valor de 11 milhões e 377 mil e 338 kwanzas.É muito dinheiro, melhor, é dinheiro suficiente, para se cobrir as despesas de alojamento, alimentação, transportes e prémios de jogos para a equipa de arbitragem. A FAF Vai cumprir?

Também para esta época, prestae a dar o pontapé de saida, a FAF quer impor outra verdade desportiva. Ela está determinada a ser implacável com os treinadores que não possuem carteiras profissionais, impedindo-os de sentarem no banco durante os jogos.Com isso a da FAF almeja combater o amadorismo, por ser um dos factores que retardam o desenvolvimento do futebol nacional. A FAF vai cumprir?

Não querendo, por outro lado, actuar e funcionar à moda "arcaica", a federação anda agora afiada e aviada para as novas tecnologias. E, por esta razão, vimo-la, de mãos dadas com os clubes a determinar que as inscrições dos jogadores sejam feitas mediante um denominado sistema TMS/FIFA, que permite maior segurança no registo jogadores, evitando adulteração de dados, como nomes, idades e nacionalidade.

Quem não se lembra, por causa disso, na época passad, da caso mais flagrante detectado pelo Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol (FAF), que foi do jogador Saki Ndaka Amisi, do Progresso do Sambizanga, suspenso, por um período de dois anos de toda actividade desportiva, por falsificação de documentos?

Agora que cada clube vai poder inscrever na secretaria da FAF cinco jogadores estrangeiros, não seria bom, antes do pontapé de saída do campeonato deste ano, a FAF sair a terreiro, dizendo que clube cumprou, que clube falhou? Se tudo isto, interrogado, vir a ser respondido positivamente pela FAF, podemos ter este ano um campeonato cor-de-rosa, jogado, competiticamente de forma maravilhosa. Ou não será assim?
António Felix

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