Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A fuga do pblico

17 de Setembro, 2013
Depois de termos assistido há um tempo atrás ao aumento do número de espectadores nos estádios, nos últimos tempos parece que o quadro está a reverter de novo para uma situação desanimadora. O Estádio 11 de Novembro, que estava a jogar um importante papel no resgate do público, nas partidas de futebol, contribuindo para a beleza do espectáculo do rei futebol, recebe poucos espectadores.

Aquela pálida imagem que as partidas de futebol nos davam a ver, com os campos quase às moscas, desincentivando também uma maior entrega dos jogadores, é hoje novamente uma realidade para desalento, sobretudo, dos principais artistas da bola.

Agora que há uma melhoria significativas das condições nos recintos desportivos, é importante que os gestores dos estádios continuem a cuidar melhor destes patrimónios, e proporcionem cada vez mais atracções para os espectadores, de modo não apenas a contribuir para a melhoria do próprio espectáculo mas igualmente para as receitas dos clubes com o aumento do público.

Creio que o despique que nos últimos anos se vai registando no Girabola pelo título de campeão, fez com que o público voltasse a eleger o futebol como o seu melhor passatempo aos fins-de-semana. É deveras reconfortante saber, por exemplo, que alguns clubes já conseguem fazer um encaixe financeiro só com a venda de bilhetes.

Lembro-me que no ano passado ou em 2011, se a memória não me atraiçoa, o Petro de Luanda, num jogo com o Kabuscorp do Palanca, terá facturado qualquer coisa como 130 mil dólares americanos, só com a venda de bilhetes, numa partida presenciada por cerca de 40 mil espectadores.

Na altura, um dirigente “petrolífero” havia dito que o clube colocou apenas 20 mil bilhetes à disposição, o que significa que os outros cerca de 20 mil espectadores entraram por vias que escaparam ao controlo da organização, provocando um prejuízo de receitas quase igual ao montante arrecadado no referido jogo. Ou seja, neste jogo, o Petro teria um encaixe de 260 mil dólares, um valor nada desprezível, apesar de sabermos que os clubes gastam muito dinheiro numa temporada do Girabola.

No entanto, para que o público encha os estádios é preciso não só que estes tenham condições, mas também que os clubes criem atracções e as equipas proporcionem um bom espectáculo para que no final se possa ter sempre um produto vendável. De contrário, é o que vamos assistindo nos últimos tempos, com os campos novamente vazios.
A. Cicato

Últimas Opinies

  • 20 de Julho, 2019

    Acesso ao Qatar

    Apesar da qualificação inédita numa fase final de um Mundial de Futebol, algo que ocorreu curiosamente em 2006, edição organizada pela Alemanha, a Selecção Nacional.

    Ler mais »

  • 20 de Julho, 2019

    O honroso sexto lugar do nosso hquei em patins

    A recente participação de Angola no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, que decorreu em Barcelona, Espanha, e que o nosso país se classificou em sexto lugar.

    Ler mais »

  • 18 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    No nosso período pré competitivo, nesta segunda quinzena de Julho, já queria ir para uma paragem, onde tivesse campos e equipas para realizarmos jogos.

    Ler mais »

  • 18 de Julho, 2019

    Final interessante

    Um mês depois de fortes emoções vividas nos estádios e em outros espaços fora e longe dos centros de disputa,  vamos ter,  finalmente,  amanhã dia 19, o cair do pano da XXXII edição do Campeonato Africano das Nações de futebol, organizado pelo Egipto.

    Ler mais »

  • 18 de Julho, 2019

    A dvida de Akw

    O dia 8 de Outubro de 2005, ficará para sempre gravado na história do desporto angolano e do futebol em particular.

    Ler mais »

Ver todas »