Jornal dos Desportos

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Opinio

A hora e a vez das "senhoras"

23 de Dezembro, 2019
Há alguns anos estive presente Palácio da Justiça, em Luanda, onde foi realizada uma Conferência Nacional do Futebol, que adoptou medidas que dariam outro impulso organizativo e competitivo a nível interno e a sua afirmação na arena internacional, acabando, com a crise da falta de bons jogadores, equipas, selecções resultados animadores e ascensão africana e mundial
Tomei, na altura, as boas notas do senhor António Contreiras de Oliveira, que orientava o futebol feminino no Atlético de Madrid, do CF Puebla e dos escalões de formação de vários clubes de Espanha.
“A Promoção do Futebol Feminino: Criação do projecto Footgirl” , foi um brilhante tema abordado por si e que, pensava eu, servisse de inspiração à Federação Angolana de Futebol, que, até já teve uma vice-presidente para o futebol feminino, a conhecida dirigente Eufrazina Maiato.
Foi preciso chegarmos a 2019 para que os responsáveis da Federação Angolana de Futebol levassem a sério um outro apelo: feito recentemente em Luanda pelo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Gianni Infantino, quandoem Angola. Este alto dirigente do futebol mundial incentivou a nossa Irene Gonçalves, antiga internacional de futebol feminino a prosseguir com o trabalho de captação e expansão de novos talentos do género.
A federação acusou o toque e, para não ver-se ultrapassada, julgo eu, já permitiu que nossa selecção nacional Sub-20 de futebol feminino estivesse no sorteio de onde ficou na rota da sua similar do Congo, para dois jogos da preliminar de apuramento à fase final do Campeonato do Mundo, a ter lugar em 2020, na Nigéria.
É sabido que o futebol feminino, que emergiu, entre nós, em 2013, tem estado no marasmo por falta de mais atenção da própria federação, incapaz, ela própria, de promover campeonatos nacionais, para não falar-se já aqui de inacções para a expansão.
Se Angola esteve muito tempo ausente dos palcos internacionais nesta categoria, pela frente deve haver agora apoios regulares, sobretudo financeiro, para os projectos competitivos e formação.
Por falar em dinheiro, devo recordar que a Irene Gonçalves mostrou-se feliz pelo apoio financeiro de seis milhões de dólares e outras regalias disponibilizados pelo órgão reitor do futebol mundial.
A Irene Gonçalves disse que o sucesso do resultado deste investimento dependerá da gestão da federação que tem a responsabilidade de conduzir e controlar a dotação financeira vinda da FIFA. Acho que a Irene Gonçalves referia-se à gestão dos seis milhões de dólares. O futebol feminino deve beneficiar deste \"bolo\" !Não foi em vão que Gianni Infantino em Angola a bola da final do campeonato mundial feminino disputado em Julho último em França! Este facto apela à responsabilidade, à aposta, e à boa gestão. Com o Congo, o jogo da segunda mão pode já acontecer entre 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro, conforme ditou o sorteio. Assim, está para se ver se a federação cumprirá ou não com o desafio de agora dar ao futebol feminino o que, realmente, merece.
ANTÓNIO FELIX

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