Jornal dos Desportos

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Opinio

A irresponsabilidade da FAB!

08 de Agosto, 2017
Decididamente, o basquetebol angolano está mergulhado numa crise administrativa já mais vista, proporcionado pelo actual elenco federativo, liderado por Hélder Martins da Cruz \"Maneda\". Em 40 anos de basquetebol, nunca a modalidade viveu tantas peripécias, provocada pela desorganização da actual direcção.

Desde Fevereiro do ano em curso, altura em que assumiu o cadeirão máximo da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), com vitória nas urnas sobre o então presidente, Paulo Alexandre Madeira, Hélder Martins da Cruz \"Maneda\" e seus colaboradores não têm sabido levar o barco a bom porto, situação que tem deixado perplexa a família da \"bola ao cesto\".

Depois de ter \"afastado\" a Selecção Nacional de Sub-16 masculino da fase final do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, prova que se disputou nas Ilhas Maurícias, alegadamente por falta de verbas, aliado ao facto de não ter criado as mínimas condições de trabalho para a Selecção Nacional de Sub-19 que disputou em Julho último, à fase final do Campeonato do Mundo do Cairo, Egipto, a direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) volta a protagonizar mais uma cena de puro amadorismo, situação que não se compadece com o nível de organização que a FAB, enquanto instituição, granjeou nas últimas quatro décadas.

Contra todas as expectativas, os actuais membros da direcção da FAB têm gerido o basquetebol angolano como se de propriedade privada se tratasse. A não ida do internacional Sílvio Sousa, extremo poste, para a República Popular da China, país onde o cinco nacional realiza a etapa derradeira do estágio pré-competitivo, antes de rumar para Dakar, Senegal, atesta perfeitamente a incapacidade do actual elenco, encabeçado por Helder Martins da Cruz \"Maneda\", em dirigir os destinos da modalidade.

Sílvio Sousa, uma das apostas do seleccionador nacional, Manuel Silva \"Gi\", a par de Bruno Fernando, para a fase final do Campeonato Africano das Nações não seguiu viagem com o grupo na China, depois de se ter juntado a Pré-Selecção Nacional em Luanda, proveniente do Cairo, Egipto, onde representou a Selecção Nacional de Sub-19 no mundial da categoria.Perante a mais uma falha administrativa, a direcção da federação angolana da modalidade limitou-se a fechar-se em copa, escondendo a verdade aos angolanos, fazendo crer que os 15 atletas seleccionados nesta primeira fase pelo seleccionador nacional estão na República Popular da China.

Nesta altura penas treze atletas estão na China, já que Bruno Fernando, ao contrário do que o seleccionador havia anunciado, não se juntou ao grupo no dia 28 de Julho último, devido a razões académicas. Mas do que sonegar a informação, Helder Martins da Cruz \"Maneda\" e pares escusam-se a prestar qualquer esclarecimento, quando são abordados para o efeito, que digam os meus colegas Anaximandro Magalhães e Armindo Pereira, ambos jornalistas do Jornal de Angola.

Em aproximadamente sete meses de gestão, o actual elenco da federação está atirar o prestígio do basquetebol angolano à sarjeta, para o desagrado daqueles que legitimaram e não só a lista de Helder Martins da Cruz \"Maneda\". Ao que tudo indica, o actual elenco ainda continua deslumbrado com o triunfo nas urnas, ao invés de arregaçar as mangas ao trabalho.

Quem minimiza os escalões de formação não está seguramente comprometido com o basquetebol nacional, modalidade que a par do andebol feminino têm sido verdadeiras embaixatrizes de Angola além fronteiras.A continuar assim, esta direcção dificilmente deixará saudades aos amantes da \"bola ao cesto\" que estão preocupados com o destino da modalidade.

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