Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A luta pela Liga

01 de Setembro, 2015
Não obstante o Recreativo do Libolo estar em condições privilegiadas para conquista do título, em função dos cinco pontos que o separa do segundo classificado, o Benfica de Luanda (51-46), não constitui novidade que o Girabola 2015, que descreve já a curva descendente rumo ao seu epílogo, está a provocar emoções e ansiedade descomedida, no seio dos amantes do futebol.

A expectativa em redor do actual campeonato da I divisão, prende-se com o facto de as equipas, à excepção do líder, possuírem condições para oferecer uma luta renhida até a última ronda, no que diz respeito ao segundo posto e a permanência no principal escalão do futebol nacional, numa fase em que estão em disputa dezoito pontos equivalentes a sete jornadas.

Esse facto ganha mais emotividade, em função da presente época apurar apenas dois representantes angolanos às competições da Confederação Africana de Futebol (CAF), pelas razões que são do conhecimento geral. Assim, o campeão nacional vai estar presente na Liga dos Clubes Campeões, enquanto o vencedor da Taça de Angola, representa o país na Taça da Confederação, também conhecida por troféu Nelson Mandela.

Isto pressupõe que se para a 25ª ronda, a disputar-se no próximo dias 12, o Recreativo do Libolo, vencer ou no mínimo, pontuar na sua visita ao ASA (Atlético Sport Aviação) e o Benfica de Luanda, ceder pontos no Luena, frente ao FC Bravos do Maquis, fica com meio caminho andado para a revalidação do título, pois, é pouco crível que a equipa da vila de Calulo, em cinco jornadas, deixe perder a oportunidade de conquistar o Penta Campeonato.

O Kabuskorp do Palanca, que na jornada precedente, se viu prejudicado pelo juiz Ailton Carmelino, que validou o primeiro golo do Sagrada Esperança, no empate a dois tentos, precedido de fora de jogo, assim como o 1º de Agosto e o Benfica de Luanda, aguardam que aconteça um “tufão” nas hostes dos campeões nacionais, e evitarem perder o mínimo de pontos possível, para acalentarem hipóteses de animarem a luta pelo título.

Ao invés do que ocorreu na maioria dos campeonatos anteriores, onde o 1º de Agosto e o Petro de Luanda cativavam as atenções, no que diz respeito a disputa pelo título, tendo contado mais tarde com o “incómodo” do Recreativo do Libolo e do Kabuskorp do Palanca, no presente, os habituais “papões” do futebol nacional, têm a fazer – lhes sombra, a formação do Benfica de Luanda, que não obstante a sua direcção não assumir, constituiu-se num candidato a conquista do ceptro.

Independentemente dos habituais constrangimentos financeiros, tal facto, indicia que as equipas organizaram-se melhor, com as direcções de alguns clubes a abrirem os cordões a bolsa, no que tange ao orçamento financeiro, que lhes permitiu organizar e programar a época, a partir da fase de pré - competição. Isso acontece também com as equipas que se batem pela manutenção na 'fina flor' do desporto rei nacional, onde o último classificado, o Domant FC do Bengo, não obstante ter derrotado (3-0) o FC Bravos do Maquis, em termos matemáticos, está já despromovido.

Como consequência dos “casos” que têm surgido, que “beliscam” a verdade desportiva, protagonizados por alguns juízes de arbitragem, é importante que os membros da direcção da FAF, criem as condições adequadas para que não ocorram situações extra jogo.

Assim, é necessário que para além dos membros de direcção da Federação Angolana de Futebol, todos os agentes desportivos, se empenhem em elevar o sentimento da verdade desportiva e do 'fair play', pelo facto de começarem a surgir alguns comentários indicadores de que dirigentes e responsáveis de algumas equipas não vão olhar a meios para, ainda que de forma fraudulenta, atinjam os resultados que no domínio competitivo, terão dificuldades em alcançar.
Leonel Libório

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