Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A me frica faz-me sonhar

05 de Dezembro, 2017
Há países africanos sobre os quais sempre depositei a esperança de um dia poderem ser campeões do mundo, sobretudo em 2006, quanto também outros homens do nosso futebol disseram que aquele seria o ano de África, em que iriam, se calhar, nos garantir uma surpresa, até porque havia a confiança quer com os Camarões, Nigéria, campeã africana, e ainda o Egipto e a Argélia.
Já se passaram outros dois mundiais - o da África do Sul em 2010 e odo Brasil em 2014 - e nada ainda fez a África sorrir, porque continua adiado o grande sonho, a grandes esperança de um dia ergueu o troféu.
E pelo que resultou do sorteio do mundial da Rússia, em 2018, olho para os grupos em que estão encaixados os países africano e chego à mesma conclusão: depois destes anos todos temos de continuar a esperar, temos de aguardar que as selecções africanas representem de forma condigna este continente.
Eu prefiro puxar pela \"mãe África\" e, olhando para o Grupo A com Egipto ao lado da Rússia, Uruguai e Arábia Saudita; o B onde está o nosso Marrocos ao lado de Portugal e Espanha e Irão; o D em que caiu a Nigéria ao lado da toda-poderosa Argentina, Islândia e Croácia; no G em que se vê a Tunísia ao pé da Bélgica, Inglaterra e Panamá e no H, figurando lá o nosso Senegal com a Colômbia, Polónia e o Japão...só posso alvitrar que representem bem os milhões de africanos que terão os olhos postos nelas.
Do lote das cinco selecções africanas puxo e acredita mais no Senegal porque acho que tem melhores condições , particularmente, a sua mentalidade competitiva.
As restantes, nos grupos em que estão, têm de fazer melhor em relação aos campeonatos anteriores, têm de perder o espírito de amadorismo, o mundial é uma prova competitiva onde têm de ter um espírito bastante profissional.
As selecções africanas quando atingem determinadas etapas no mundial, o que acontece é que são afastadas no detalhe, então é preciso trabalharem todos os detalhes, de forma que tenham uma mentalidade competitiva muito grande e capacidade de discernir nos momentos mais difíceis da competição e não morrerem na praia como tem acontecido.
Agora que as selecções africanas já conhecem os seus grupos e adversários, oxalá não percam tempo a discutir prémios de jogos. Isso deve estar já estipulado para que os jogadores estejam tranquilos para a concentração e preparação do mundial e do ponto de vista competitivo isto tem alguma influência.
Mas também são apenas cogitações e reparos que faço aqui. Porque ainda sonho que as equipas africana no mundial da Rússia façam, com que a prova venha a estar prenhe e pleno de surpresas – vitórias atrás de vitória.
Qualquer das cinco equipas africanas até ao momento só deixaram, no plano competitivo, a imagem de que a \"’turma africana\" com mais trabalho podem estar em condições de ombrear com as equipas que de outras latitules do planeta irão até a esse pedaço de terra que se chama Rússia.
O balanço, o grande balanço mesmo vai ficar para o \"dia seguinte do Mundial\", mas vendo bem só pode, com trabalho árduo pode, haver milagres a fazerem com que uma ou mais selecções africanas passem para os oitavos-de-final.
Espero bem que noutros planos o mundial da Rússia decorra bem. Numa altura em que organizações terroristas atemorizam o país organizador com ameaça de actos macabros para desestabilizarem o campeonato as terapias devem ser encontradas.
No dia em que se efectuou o sorteio as autoridades russas anunciaram que reduziu internamente já a criminalidade e que nada havia a temer quanto à questão do asseguramento de tudo e todos, nas ruas, na unidades hoteleiras, nos estádios e nos campos de treino em que jogarão as selecções participantes. Diante destas promessas e garantias a FIFA continua confiante no plano de segurança da Rússia.
ANTÓNIO FÉLIX

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