Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A minha razo vai para o Governador

13 de Fevereiro, 2020
Por conta da “maka” surgida nos últimos dias envolvendo, salvo melhorcerteza, o responsável máximo da equipa de futebol City Jardim do Cuanza.
Norte e o Governador da referida província, Adriano dos Santos, obrigo-me a rebater uma tese que há muito defendo, em relação a estas coisas de criação de equipas e buscas de apoios.
Para início de conversa, fica expresso que a minha opinião é similar a do Governador Adriano de Carvalho, que em boa medida, feito um gestor avisado, disse não ter onde tirar dinheiro para prestar o almejado apoioinstitucional, termo que aparece camuflado em outras palavras, que não o dinheiro, mas que em tempo certo é sempre para aí que a coisa seencaminha.
Ou seja e sem rodeios, o termo apoio institucional não é mais do que uma forma velada, para solicitar aos gestores de instituições de Estado, dinheiro para suportar determinadas “aventuras”, cujo parto, muitas vezes, nem no sonho dão a conhecer aos responsáveis para os quais se dirigem.
Não devemos ter meias medidas em dizer que o hábito radica do tempo das“vacas gordas”, cujos rastilhos apenas servem para a narração de contos emà volta da fogueira, recordando que do referido exercício muitos patrícios fizeram mesmo o seu pé-de-meia, e como se diz, sorte de quem conseguiu.
Entretanto, qualquer dirigente desportivo que se preze, tendo a coragem decriar uma equipa para participar em qualquer que seja a competição, deve ter em linha de conta, logo a partida, um estudo bem elaborado, que o impossibilita em atribuir a outrem, quanto mais não seja este, um gestorpúblico, a responsabilidade de pagar os seus encargos.
Parece existir, entre nós, aqueles que ousam não acordar e aceitar que as coisas mudaram, e que o tal dito incentivo do estado para o desporto deveser entendido também à luz do novo paradigma, quiçá, na promoção depalestras e outros actos que promovem a massificação desportiva, comtodos os ganhos deles derivados, não só para a saúde humana, mas social.
Alguns dirão, com razão (?), que este exercício não passa da atitude dealguém bem relacionado com o representante do Governo na província do Cuanza Norte, o que pouco me interessa, porquanto, apenas quero fazeruma chamada de atenção colectiva, no sentido de que não devemos criargalinha, contando com o farelo do vizinho.
Aliás, a efemeridade que dura inúmeros projectos desportivos emergidos quase na mesma perspectiva, de por tal via conseguir-se um estatuto social eivado de benesses pelas quais não se sacrificou o rosto, como aconselha a bíblica, é prova bastante da razão de quem age como o agiu o Governador.
Noves fora as questões de forma que devem funcionar como aviso para osdemais “aventureiros”, também defendo que, para que se dê um exemploque sirva à todos, deve ser avançado um processo cível contra o responsável da referida equipa de futebol, apesar das desculpa públicas já apresentadas que, como diz-se na gíria, não curam feridas.
Defendo a possibilidade de um processo cível, em função de ser daqueles que acredita estar na hora de se fazer o uso racional e proveitoso do que as tecnologias de informação e comunicação nos oferecem, e não sejam elas usadas para tudo e mais o resto negativo, e daí em diante, um mero pedido de desculpas.
CARLOS CALONGO

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