Jornal dos Desportos

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Opinio

A nova estrela em ascenso

02 de Julho, 2018
Confesso que, a cada campeonato do mundo, procurei sempre viver muito mais a expectativa de quem pode vir a ser a estrela em ascensão, do que propriamente os consagrados. Talvez isso seja muito bom para mim, já que evito experimentar decepções, como foram as proporcionadas por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, simplesmente os dois melhores jogadores do mundo na actualidade.
Esperava-se muito mais deles. Afinal chegaram a este Mundial da Rússia rotulados como os grandes candidatos a erguer o mais pesado troféu do futebol ou mesmo a conquistar a “bota de ouro”. Defraudaram as expectativas. Não fizeram a diferença. Estiveram muito distantes daquela figura de jogadores de qualidade incomum, omnipotentes e omnipresentes, capazes de carregar pelas costas uma equipa inteira, aliás, como o fazem ao serviço dos seus respectivos clubes.
Por isso, o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo deixam o país do Mundial inglórios. Regressam à casa, seguramente, com o sentimento de que ficou muito por fazer. Sobretudo o capitão da equipa latino-americana, cuja maioria dos apaixonados pelo futebol juram de pés juntos ser um jogador inigualável a quem esgotam todos os adjectivos...
A verdade é que o Mundial-2018, que a Rússia alberga, ficou órfão destes dois jogadores. E, diga-se, muito prematuramente. Mas, ainda bem para a continuidade do espectáculo e do interesse, ganhou Kylian Mbappé.
Com apenas 19 anos, o jovem é uma grata surpresa deste Mundial. Seguramente candidato à “bota de ouro” deste campeonato, porque vai longe com a sua França!
Mbappé representa a prova viva da nova era que está a viver o futebol francês.
É a primeira grande estrela em ascensão depois do título de 1998 conquistado pelos franceses. Deu nas vistas ao serviço do Mónaco de França, onde fez furor com os seus dribles estonteantes e mudanças de velocidade desconcertantes. É, seguramente, a mais nova coqueluche do futebol mundial!
O jovem avançado francês, de raízes africanas, vive um momento de sonho. O que pode querer mais, que não seja o título do Mundial. A jogar assim, também merece chegar ao “céu”. Vamos esperar pelo desfecho deste Rússia-2018.
PAULO CACULO | MOSCOVO

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