Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A passada dos candidatos

07 de Junho, 2018
Prevê-se uma refrega sem quartel pelos lugares cimeiros no segundo turno do Girabola, que arranca no fim-de-semana. Depois das alterações classificativas verificadas na ponta final da primeira volta, com grande ascendente do 1º de Agosto, tudo indica que a fase decisiva não reserva espaço para quem não tenha arrojo. Dito de outro modo, é hora do corpo-a-corpo entre homens de barba rija.
Na verdade, poucos estarão em condições de prever o desfecho que terá este campeonato, que está a ser disputado à velocidade de Cruzeiro, à despeito das inconstâncias que nos deu a ver no troço já percorrido. Depois de 1º de Agosto e Petro de Luanda terem começado de forma titubeante, em face de compromissos nas Afrotaças, era pouco crível que chegassem ao fim no pelotão da frente.
O Interclube, com um domínio absoluto durante muitas jornadas, é a equipa de que mais se esperava. A sua bravura veio abrandar já quase na ponta final da primeira volta, permitindo que, militares e petrolíferos, passassem à dianteira. Seja como for, os Polícias são ainda um forte candidato a ter em conta, sendo por esta razão que não se augura uma segunda volta de \"papa feita\", para quem se assume candidato ao título.
Com equipas como Recreativo do Libolo e Kabuscorp já praticamente fora das estatísticas, pese o facto de o futebol ser uma ciência sem respeito à lógica, e com o Sagrada Esperança a retirar, oficialmente, a sua candidatura, não será nenhum desatino olhar para o trio 1º de Agosto, Petro e Interclube como aquele que promete animar e fazer a festa da etapa final do campeonato.
Escusado é dizer que, a segunda volta, também pode envolver maior justiça na disputa, já que a critica desportiva olha para o 1º de Agosto como alguém favorecido pela incongruência da FAF, que fez vista grossa ao adiamento de um conjunto de jogos, que foi disputando em função da classificação dos outros.
O que se defende é que agora o campeão nacional, ao invés de adiar os jogos em função dos compromissos internacionais, deve disputá-los de forma antecipada. Vistas as coisas, numa perspectivas mais realística, Interclube e Petro foram um pouco vítimas desta \"engenharia\". Espera-se que, na segunda volta, haja mais justiça, de modo que a diferença entre os candidatos seja determinada apenas pela maturidade competitiva e não por favorecimento de calendário. Vamos aguardar para ver quem, dos candidatos, consegue obter hegemonia e falar mais alto.
Desde já, fique dito e escrito com todas as letras, que 1º de Agosto, Petro e Interclube reúnem condições para travarem-se de razões até ao limite, sendo este quesito que interessa a um campeonato, que se demarca de poderes absolutistas de uns, acabando por beliscar a qualidade competitiva.
Matias Adriano


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