Jornal dos Desportos

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Opinio

A pensar no ttulo

23 de Fevereiro, 2015
A Selecção Nacional de basquetebol começou a competir ontem, em Bulawayo, no torneio de qualificação aos Jogos Africanos a disputar-se em Setembro, no Congo Brazzaville. Porém, antes desse compromisso, os campeões africanos têm em Agosto um outro, talvez mais importante: o Afrobasket.

Apesar de ainda se distanciar seis meses da prova, a equipa técnica já projecta a participação do “cinco” nacional. As declarações de Emanuel Trovoada, ao Jornal de Angola de ontem, provam de que Angola não quer voltar a ser surpreendida como em 2011, no africano de Antananarivo (Madagáscar).

O adjunto de Moncho López, técnico contratado pela Federação Angolana de Basquetebol para garantir a conquista de mais um título continental, garantiu em entrevista ao Jornal de Angola que já começaram a fazer a observação dos possíveis adversários, assim como o acompanhamento aos atletas das respectivas selecções.

“Começamos este trabalho, e aproveitamos fazê-lo já na Taça dos Clubes Campeões Africanos, onde esteve presente uma vasta montra de alguns jogadores. Sabemos quais são as equipas onde actuam na Europa e em África, e em Junho acreditamos que vamos ter toda a informação dos nossos adversários, para que possamos estar na máxima força e com isso revalidarmos o título”, disse Emanuel Trovoada.

Nesta altura a competir em Bulawayo, a Selecção Nacional levou na bagagem o optimismo e a determinação de poder fazer o que lhe compete, enquanto detentor do maior número de títulos, e mais do que isso, procura garantir a qualificação para os Jogos Africanos, como objectivo imediato.
Temos fé de que o grupo esbanja confiança quanto baste para atingir o objectivo a que se propõe, apesar da integração de várias caras novas, que como é sabido, faz parte do processo de renovação iniciado no consulado do anterior seleccionador, Paulo Macedo.

Depois do desaire de 2011, em Antananarivo, Angola foi capaz dois anos mais tarde (2013) na Costa do Marfim de recuperar o título perdido para a Tunísia. É tendo em atenção o que aconteceu no passado que a nova equipa técnica trabalha com alguma antecedência, para evitar novas surpresas desagradáveis.

Espera-se que em Agosto na Tunísia, apesar do quilate dos adversários que vamos ter pela frente, sejamos uma vez mais capazes de mostrar que ainda somos nós que mandamos no basquetebol continental. A entrega, a voluntariedade e o espírito combativo, devem persistir no grupo 11 vezes campeão africano.Angola, durante anos, habituou o seu povo às conquistas, esta é também uma particularidade que compromete a Selecção Nacional com toda uma nação consigo, embora saibamos que nem sempre na vida a estrelinha da sorte brilha a favor.

A experiência acumulada ao longo de todos estes anos, em que andou de ouro ao peito, vai permitir ultrapassar os obstáculos que se apresentarem na frente para que mantenhamos a caminhada triunfante. Por agora, as atenções devem estar viradas para o torneio de Bulawayo.

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