Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A posio do glorioso

25 de Março, 2015
A praça futebolística vive alguma agitação, que tem como epicentro, a posição classificativa menos cómoda que ocupa o glorioso, como é chamado o 1º de Agosto pela sua massa de adeptos. Pelo estatuto que apresenta é entendimento geral, que à entrada da sétima jornada da primeira volta do Girabola podia não estar na liderança, mas entre as que se perfilam no pelotão da frente, ou na pior das hipóteses a meio da tabela.

O 1º de Agosto ocupa a penúltima posição com escassos quatro pontos, os mesmos, que soma o Progresso Sambizanga na cauda.Trata-se de uma inversão do quadro, que preocupa os adeptos do clube, depois do brilhante histórico construído ao longo de anos a fio, é ainda hoje a segunda equipa mais titulada a seguir ao Petro de Luanda. Apesar da equipa estar aquém do seu real potencial, entendemos que tal facto não pode e nem deve ser encarado como uma hecatombe. As equipas, melhor classificadas, não atingiram os lugares por mero acaso. Ocupam as posições cimeiras como resultado da excelente forma desportiva e mais do que isso, do seu apurado sentido de oportunidade.

Por tudo isso, não faz sentido que as pessoas levem as mãos à cabeça, só porque o glorioso esteja a minguar. Este é um processo normal, a que está sujeita qualquer equipa que ouse entrar numa competição, em que participam outras com o mesmo propósito. O título sabe bem a qualquer outra equipa e por essa razão, a conquista envolve uma renhida batalha.O que o 1º de Agosto deve fazer, porque nada ainda está perdido, é correr atrás do prejuízo e acertar o passo, sobretudo porque a prova estar ainda no começo, dá espaço para toda a espécie de correcção. Pelo contrário, arrisca-se não só a ver o título voltar a escapar, como também a manchar a reputação, o que não era salutar pela qualidade futebolística que sempre ousou apresentar.

É preciso encarar a competição como tal, em que todos entram para competir, uns com maior maturidade em relação a outros. Mas no fundo, com o mesmo propósito: trabalhar e jogar para atingir as metas estabelecidas pelas respectivas direcções, estejam elas associadas à conquista do título, à melhoria de classificações anteriores ou à mera permanência na competição.Aliás, nas hostes da equipa do “Rio Seco” nem tudo é um “deserto”. Há trabalho forte e sério para uma campanha melhor que na edição passada. A sua posição classificativa só pode ser tomada como consequência de um mau começo de época, mas que pode muito bem ser corrigida. O empate na jornada cinco e a vitória na seis é um sinal positivo. Os níveis motivacionais da equipa devem ter subido e nas próximas jornadas pode ser melhor.

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