Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A substituio de "Necas"

17 de Janeiro, 2015
A maioria considera precipitada a tomada de decisão da direcção da agremiação, não obstante reconhecer que possui legitimidade para tal, depois de “Necas” ter orientado a equipa que recentemente se sagrou campeã africana.

De acordo com uma fonte idónea afecta ao Interclube, tal decisão resulta do facto de a direcção achar que o técnico seja melhor aproveitado na sua nova condição de adjunto de Alberto Babo, que depois de uma séria reformulação, tudo vai fazer para na presente época lutar pela conquista do título, ou no mínimo, situar-se entre as três melhores classificadas do BIC Basket.

Em nossa opinião, à excepção de alguns resultados negativos, próprios em competições como o basquetebol, em que a nível interno o 1º de Agosto apresenta-se como o seu principal rival, a formação feminina da Polícia Nacional, sob orientação do antigo melhor triplista africano apresentou melhorias em relação a época anterior, onde é notória uma maior movimentação a atacar e defender, assim como melhor entrosamento entre as atletas, com particular incidência para os ataques rápidos de forma geral, efectuados com o esférico controlado.

Não nos move nada contra o possível substituto de Manuel de Sousa “Necas”, que no seu país (Moçambique), deu cartas na condição de técnico, e nem pretendemos fazer julgamentos precipitados sobre o seu trabalho. O que nos deixa estupefactos, é o facto de a direcção do Interclube, composta por elementos de competência comprovada, ter tratado do assunto, durante algumas semanas, sem levar ao conhecimento do técnico substituído, que ficou a saber oficialmente muito tempo depois, por via “oficiosa”.

Também se questiona, qual o grau de conhecimentos sobre o basquetebol feminino angolano que o moçambicano possui, e qual o tempo que deve levar a integrar-se. Já é tempo de os dirigentes desportivos angolanos começarem a tratar com maior respeito e responsabilidade os treinadores nacionais.

Ou está-se a voltar aos tempos em que o treinador, depois de uma noite empregado, acordar desempregado, após tomar conhecimento do seu despedimento por intermédio de uma rádio, a caminho do local de trabalho? As estatísticas indicam que no futebol, o Interclube é das equipas que mais treinadores despediu.

Sem pretendermos ferir susceptibilidades, recordamos que os “polícias” não conseguem manter a mesma equipa técnica no basquetebol feminino, por mais do que uma /duas épocas.
Leonel Libório

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