Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A terceira ou dcima oitava?

28 de Maio, 2016

Será desta que o 1º de Agosto triunfará, pela segunda vez na sua história, em ano que termina com o número seis, coisa que apenas aconteceu no longínquo ano de 1986?

O Libolo manterá a tendência de ganhar o campeonato em anos intercalados, no caso pares, como o fez em 2012 e 2014?
Seja por que lado pender a vitória, será a terceira, que se diz ser de vez, para o Recreativo do Libolo, ou a décima oitava para o Clube Central das Forças Armadas.

Até a resposta das questões acima levantadas, muito será visto, vivido, sentido, dito e sei lá mais o quê, factos que serão protagonizados pelos contendores das equipas acima referidas que logo mais, a partir das 18H00, no Pavilhão do Dream Space, no Kikuxi, Viana, iniciam a disputa da final da 38ª edição do Campeonato Nacional Sénior Masculino de Basquetebol, aprazada para a melhor de sete jogos.

Comodamente no sofá, depois de despachar o Inter Clube, o Recreativo do Libolo esperou pelo seu adversário da final do BIC Basket, encontrado depois de dois períodos de prolongamento, na última partida da melhor de cinco, na meia-final que opôs o 1º de Agosto ao Petro Atlético de Luanda.
A sorte sorriu para os militares do Rio Seco, não constituindo mal algum, se fosse o inverso.

Desmerecendo o voto de muitos, dado como moribundo, do quase nada ressurgiu a equipa comandada por Ricardo Cazas, puxando dos galões e pergaminhos que qualquer militar evoca, perante uma situação adversa.

Ultrapassado o obstáculo chamado Petro de Luanda, acompanhado ou não com a tal pintinha da sorte, eis a final possível entre Recreativo do Libolo e 1º de Agosto.

Que vença o melhor, e que este seja o público para quem os artistas devem promover bom espectáculo da bola ao cesto, espargindo o que de melhor têm como fundamentos desportivos da modalidade.

Valores individuais, claro, é que não faltam à nenhum dos contendores, aliás, juntos representam, com uma ou outra excepção, a nata do basquetebol angolano da actualidade.

Estamos a falar, portanto, de jogadores da grandeza habilidosa de Carlos Morais, Olímpio Cipriano, Eduardo Mingas, Braúlio Morais, Valdelício Joaquim, Milton Barros, Armando Costa, Joaquim Gomes Kikas, Felizardo Ambrósio, noves fora os estrangeiros que preferem os clubes em causa, para neles desenvolver a actividade desportiva.


Só por aqui, existem condições suficientes para uma boa, e diríamos também, por nossa conta e risco, uma final multinacional, a julgar pela variedade da nacionalidade dos intervenientes que cruza, para além dos jogadores, os treinadores oriundos de Portugal e Espanha, respectivamente do Libolo e 1º de Agosto.

Até lá, degustemos o melhor do basquetebol angolano.
CARLOS CALONGO

Últimas Opinies

  • 15 de Julho, 2019

    O real papel do gestor desportivo

    As funções de um gestor desportivo não são mais do que as funções de um gestor de empresas, adaptadas e ajustadas às particularidades de um clube ou federação desportiva.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Quem explica o desporto angolano?

    O nosso desporto merece um estudo profundo, para se encontrar explicações que justifiquem os resultados que vai tendo.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    No nosso grupo (A),  somos a única selecção (Angola) que tem a sua primeira participação  a este nível. Canadá vai para a sua sétima, Nova Zelândia.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Objectivo falhado

    Angola não conseguiu alcançar o objectivo preconizado no Mundial de Hóquei em Patins, que se disputou em Barcelona, Espanha, acabando por se quedar na sexta posição.

    Ler mais »

  • 13 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    Vamos entrar para o campeonato em cada jogo para ganhar, nós queremos começar bem, com o pé direito. Como sabem, já temos o calendário.

    Ler mais »

Ver todas »