Jornal dos Desportos

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Opinio

A "tribo" do basquetebol espera decidir nas urnas

13 de Dezembro, 2016
Dentro de 12 dias o “país desportivo” e a sua “tribo” do basquetebol vai conhecer entre Paulo Madeira e Hélder Cruz quem vai assumir os destinos Federação Angolana da modalidade, instituição que muito faz em termos de conquistas e participações em prol de Angola, de África, e do Mundo.

Até amanhã, quarta-feira dia 14, um deles, Hélder Cruz, vai ter de fazer um recurso em função da não reprovação da sua lista no dia da apresentação, porque a Comissão Eleitoral coordenada pelo jurista e professor Carlos Teixeira constatou que um dos elementos propostos é o antigo base Carlos Almeida que é Deputado à Assembleia, impedido de compor qualquer elenco desportivo, pelo artigo 55º da Lei do Desportos que remete para a Lei da Probidade Pública.

No dia de rejeição da Lista de Hélder Cruz, ouvi o professor Carlos Teixeira deixar claro que “para além de irregularidades materiais supríveis numa das listas, constatou-se a inobservância de preceitos legais de grande importância na regulação quer de processos eleitorais no desporto, quer da actividade desportiva".

Para um melhor esclarecimento, disse existir " aspectos que se prendem com a inelegibilidade de um dos elementos que consta da lista A, que por força dos comandos legais não tivemos outra alternativa senão anular essa lista”. Oxalá que Hélder Cruz faça a correcção e a Comissão Eleitoral admita o recurso, de modo que ainda vá a tempo de alinhar em campo, junto da massa votante, com o fito de arregimentar simpatias para os votos nas eleições que acontecem a 22 deste mês.

A Lei é lei, como se diz, a ignorância da lei não desculpa ninguém, mas até por uma questão de animar a "corrida eleitoral" gostava que houvesse a possibilidade dos dois candidatos estarem submetidos ao crivo da massa votante, que conforme ficou definido é de 40 membros, entre Associações provinciais, clubes e outras Associações da modalidade reconhecidas pela Federação, nomeadamente, a Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol, Associação Nacional de Juízes de Basquetebol e o Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM).

É esta a população votante que deve ditar nas urnas quem vai ser o presidente da Federação onde já passaram, Jaime Guimarães “Piriquito” (1977/1987), Carlos Teixeira “Cáji” (1987/ 1996) e Pires Ferreira (1996/ 2005), Gustavo da Conceição (2005/2012) e o cessante Paulo Madeira (2012/2016).

O sucesso para a vitória depende da campanha que oficialmente vão encetar os candidatos. Hélder Cruz foi vice-presidente de direcção da Federação Angolana de Basquetebol, antigo base do Ferroviário de Luanda, Petro de Luanda e Dínamos. Entrou na corrida depois de apoiar iniciativas várias na modalidade, como o envio de jovens jogadores em busca de experiência no exterior do país.Ele está a ser incentivado por uma larga franja da família da modalidade, entre eles muitos jogadores da equipa nacional sénior masculina.

Ao ainda presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira, pergunta-se: conseguiu de 2012 - 2016 uma gestão descentralizada, participativa e transparente, que envolveu todos os associados?

Conseguiu um centro especial de treino nacional, com localização fora da capital, coordenada pela comissão técnica nacional, destinado à preparação de jovens talentos, dos 13 aos 17 anos?

Conseguiu realizar acções, por fases de formação, para a capacitação do pessoal administrativo, a prepará-los para os novos desafios, de modo a mudarem a postura e o relacionamento com os associados, profissionalizar a gestão administrativa da Federação, dotando-a de quadros qualificados para o efeito?

Estas e muitas outras que aqui não cabem, são questões ao redor das promessas feitas por Paulo Madeira, assuntos que Hélder Cruz pode explorar se na verdade for "habilitado" a concorrer após eventual admissão a partir do recurso, porque de contrário, Paulo Madeira tem campo aberto para esperar apenas a confirmação da sua própia sucessão no dia 29 deste mês.
António Felix

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