Jornal dos Desportos

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Opinio

A unio que se precisa

15 de Janeiro, 2016
Depois de o presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Pedro Neto, ter deixado nas entrelinhas, num programa televisivo, emitido em Luanda, que o seleccionador nacional, Romeu Filemon, poderia não ver o resultado inquérito a que está sujeito, sob os auspícios do Conselho de Disciplina daquela federação, às portas de uma competição de redobrada importância, como a fase final do CHAN (campeonato para atletas que actuam em África), que sábado arranca no Rwanda, fica difícil entender quais os motivos e as razões que estão na base, de se ouvir com alguma insistência, em alguns órgãos de comunicação social, os nomes de treinadores que “ reúnem condições para ocuparem o cargo”.

Para os mentores de tais juízos, assim como para os menos atentos, convém recordar que no aludido programa, Pedro Neto, não anunciou a desvinculação de Romeu Filemon, que tem contrato com a FAF até ao último dia do corrente mês.

Sobre os reais motivos que levaram a suspensão de Romeu Filemon, próximo da participação de Angola, numa competição com a dimensão de um CHAN, e as consequências que poderão advir para o futebol nacional, escusamo-nos de tecer qualquer consideração, pelo facto de muito se ter dito e escrito a respeito. Apenas que André Macanga, o homem sobre quem recai a responsabilidade de orientar os Palancas Negras, uma vez que José Kilamba não poderá fazê-lo, por não possuir licenciamento para tal, necessita do apoio e contribuição de todos, para “descascar a batata quente” que tem sob as suas mãos. Tanto quanto se sabe, até 4ª feira passada, os responsáveis pelo futebol nacional, encontravam-se a desenvolver esforços no sentido de encontrarem uma solução referente aos prémios monetários de participação e diárias, aos atletas que rejeitavam deslocar-se da África do Sul para o palco da competição, sem que a questão estivesse solucionada de forma atempada.

Um dos pressupostos que contribui para o êxito de qualquer Comissão Técnica de âmbito nacional, consiste na colaboração que esta receber dos treinadores que principalmente a nível do país, orientam equipas potenciais fornecedoras de atletas às diversas selecções nacionais. A verdade é que no caso de Angola, esse pressuposto tarda a ser colocado em prática.

O percurso da vida ensina-nos que a grandeza, alcança-se na diversidade e no debate de ideias. É assim que para que os resultados positivos surjam, é necessário que comece a haver confiança nas pessoas e órgãos que estão directa ou indirectamente ligados para que isso aconteça, em função da sua capacidade que não pode ser confundida como estando na base da crise ou do “momento menos bom” que o futebol angolano atravessa. Em função do que a realidade demonstra, é igualmente necessário que as pessoas, sobretudo as mais pessimistas, tenham noção que a selecção de Angola, dificilmente vai apresentar progressos de monta. À procura de um resultado que satisfaça os anseios dos Palancas Negras, que se traduz na conquista do título, constitui a prioridade do momento. André Macanga, tem a seu favor o facto de conhecer os meandros da Selecção Nacional, por ter sido adjunto de Romeu Filemon, o homem sobre quem recaiu a liderança técnica dos Palancas Negras, nos últimos dois anos.

Os angolanos em geral, e os desportistas em particular, tal como demonstraram em outras situações, possuem capacidade para ultrapassarem situações adversas ao progresso e ao desenvolvimento do futebol nacional. Não sobram dúvidas de que a competição que amanhã inicia no Rwanda, constitui a oportunidade que todos os angolanos esperam para os Palancas Negras resgatarem a responsabilidade desportiva, assim como aumentarem os níveis de confiança, de forma à que a alegria volte a reinar no seio dos futebolistas e adeptos em geral.

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