Jornal dos Desportos

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Opinio
por A. FLIX

A visita do seleccionador para "oxigenar" os Palancas

07 de Abril, 2018
Hoje, na nossa página 7, damos conta que o seleccionador de futebol, Srdjan Vasiljevic, vai efectuar visitas aos clubes do Girabola Zap de 2018, orientado certamente pela Federação Angolana de Futebol (FAF).
Este treinador que somou aprovações à sua folha de serviço no CHAN do Marrocos, mas, ligeiramente, \"mal visto\" no torneio das Quatro Nações em Ndola (Zâmbia) está disposto a ir ao encontro das fontes que dão jogadores à sua missão.
E vai porque não quer mais anotar derrota alguma nos jogos todos que vai orientar daqui para a frente, seja os de amizade seja os para outras campanhas. Sobretudo os da corrida para a fase final do CAN que os Camarões vão acolher em 2019, onde se Angola não pode estar ausente , pois, pode significar, exagero à parte, saldar-se numa espécie de \"sacrilégio\", como dizem muitos adeptos.
O grosso da selecção, pedem uns, deve ser composto de rostos novos - muitos jovens - mas, para outros, há os jogadores que ainda na selecção podem figurar mais tempo para emprestarem experiência à renovação. Para, digamos, não se dizer que revolução não se faz sem os mais velhos.
É o tal sentimento de que Angola daqui para a frente deve actuar com a elevação de\" sonhos africanos e mundiais\" mais firmes, o que só será possível saindo a ganhar em todos os duelos. É obra !
Não sobram assim dúvidas de que as principais atenções de Srdjan Vasiljevic nos contactos que vai fazer nos clubes grandes, sobretudo os que competem no presente Girabola Zap de 2018, estarão virados, só e apenas, para o apelo à boa compreensão futura, na hora de chamar os melhores jogadores, sem entraves nem insinuações dos dirigentes.
Se for bem compreendido será então um sinal comparado ao jogador que almeja entrar em campo com o \"pé direito\" e, daí em diante, ir galgando terreno na rota de bons resultados. Boa e muita boa malta do futebol tem crença nisso e pede que se ajude o treinador.
Essa malta alimenta a certeza de que os Palancas podem dar alegria com esta cooperação com os clubes, como por exemplo, facilitando a cedência de jogadores craques para um longo tempo de preparação.
Qual é o treinador/seleccionador que, em boa verdade, tem sucesso, sem o suporte das \" secretárias\" dos clubes; se estes também ajudam a sondar jogadores?
A federação para a qual trabalha, Srdjan Vasiljevic - portanto, a nossa FAF - tem também grande responsabilidade neste ciclo de visitas aos clubes.
E tem porquê? Porque sabe que nestes actos ficam compromissos para as provas da selecção agendadas para os apuramentos e toda a sorte de desafios, dentro e fora do país. Dito de outro modo, a responsabilidade que pousa sobre os Palancas Negras não é apenas, passe o pleonasmo, dos Palancas Negras.
É de grande monta para a federação, a par dos clubes e isto se impõe, no bom sentido. E se impõe, ainda mais neste tempo em que já se passaram muitos fracassos, como a não ida a três mundiais e a um CAN, desde que Angola se fez representar na Alemanha, sem ir depois à África do Sul, ao Brasil, à Rússia e ao último CAN.
Olhando para o historial da nossa selecção já podemos dizer, sem medo de errar, que Angola é um velho cliente da Confederação Africana de Futebol e da Federação Internacional de Futebol e, então, sim senhor, tem de ter uma palavra a dizer com as ajudas dos clubes.
A federação liderada por Artur Almeida quer que se facilite o treinador Srdjan Vasiljevic a obter dados recentes e pontuais dos jogadores.
O resto será questão de verbas, e para não se evocar a falta de verbas tem de haver uma selecção forte com bons jogadores. A FAF, de certa forma, o executivo na pessoa do Ministério de Juventude e Desportos tem isto nas suas agendas.
Uma selecção forte, repita-se, faz-se também com dinheiro. E sem prémios os jogadores resistem a partir dos clubes , mesmo que antes dos jogos tirarem as \"medidas certas\" dos adversários para derrotá-los no terreno do jogo. Ainda que a ministra disser que haverá no seu consulado orçamento para alguns clubes. Oxalá!

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