Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Paulo Caculo

A vitria certa

05 de Junho, 2011
Deliberadamente ao ataque. Esta é a forma como os Palancas Negras devem surgir hoje no jogo diante do Quénia, agendado para as 15h30, no Estádio 11 de Novembro. Lito Vidigal deixou, durante a semana de preparação, a clara a imagem de não estar disposto a vacilar nesta que é, irremediavelmente, a oportunidade soberana que Angola dispõe para manter intactas as esperanças na qualificação à maior competição futebolística do continente.

Embalando nesta visão, a selecção pode adoptar em campo uma atitude de um colectivo guerreiro, cuja bravura assente em jogadas envolventes pela área, com intuito de criar calafrios ao último reduto dos Harambeers Stars. Mas, mais do que isso, esperam os adeptos que o conjunto de Lito Vidigal seja uma equipa capaz de reagir às adversidades, com capacidade de sofrimento.

Valores não devem faltar a Lito Vidigal, para dar o corpo ao manifesto num jogo em que apenas e somente a vitória interessa. Parafraseando José Mourinho, feliz é aquele treinador cujos jogadores são capazes de reagir “à fome” e “à desgraça”, mas com verdadeiro espírito de campeões. No fundo, espera-se que Angola seja um conjunto a jogar sem complexos, a trocar bem a bola, a dispor de ocasiões para marcar, a criar vias de acesso à baliza contrária e que os golos se traduzam numa consequência natural da acção demolidora do seu ataque.
ONZE OFENSIVO
O regresso de André Makanga ao naipe de eleitos para o “onze” dos Palancas Negras deve representar a principal novidade na equipa nacional. Com o “velho” capitão da selecção, estão igualmente de volta à equipa Airosa e Zuela. Os dois defesas devem constar também das preferências de Vidigal para a equipa titular, devendo o central formar parelha com Massunguna no “miolo” da defesa.
A equipa deve surgir muito ofensiva, povoada no meio-campo com três médios e igual número de unidade na linha ofensiva.

A jogar desta forma, Lito Vidigal pretende tomar as rédeas da partida, assumindo a totalidade das despesas do jogo. Caso se efective a táctica da equipa actuar num 4X3X3, o seleccionador acredita que tem mais vezes conservada a posse de bola e dificilmente permite que o adversário disponha de espaço para jogar. A pressão ao homem com bola é uma das variáveis muito trabalhada pela selecção durante a preparação e que deve ser cumprida à risca pelos pupilos de Lito Vidigal durante o embate com os quenianos. De resto, os Palancas devem jogar com o seguinte “onze” titular: Carlos; Mingo Bille, Zuela, Massunguna e Miguel; Dedé, Makanga e Gilberto; Mateus Galiano, Djalma Campos e Manucho Gonçalves.

“Queremos muito vencer”


Lito Vidigal reafirmou o objectivo pretendido pela selecção no jogo desta tarde com a selecção do Quénia. O seleccionador dos Palancas assegurou que a vitória é o único resultado que interessa à equipa, caso queira manter o sonho de estar presente em 2012, na fase final do CAN.

“Temos um jogo importante, um jogo difícil que queremos vencer e estamos concentrados na partida. O que mais queremos mesmo é vencer o jogo, para aumentarmos as esperanças de continuarmos a ter possibilidades de participarmos no próximo CAN”, disse.
O seleccionador admitiu estar diante de uma tarefa complicada, sobretudo pelo facto de a selecção estar numa “situação dificil”. Segundo o técnico dos Palancas Negras, o facto de Angola não ter feito parte das eliminatórias do CAN´2010, por tratar-se do país anfitrião, deixou a selecção sem alguns níveis competitivos.

“No último campeonato estivemos na condição de organizadores e não participámos nas eliminatórias. Isso fez-nos ter menos competição. Estamos numa condição diferente, mas vamos continuar a trabalhar de forma séria e objectiva, de forma a melhorarmos”.
Instando a debruçar-se sobre as dificuldades a enfrentar no embate com os Harambeers Stars, Lito Vidigal disse acreditar na capacidade da equipa ultrapassar as adversidades previstas para o jogo e esperar poder contar com o apoio dos adeptos nos momentos mais difíceis do jogo.

“Acreditamos sempre que é possível ultrapassar alguns obstáculos. Uma das possibilidades que temos para ultrapassar estes obstáculos é poder contar com o apoio em massa do público angolano. Contamos com o apoio dos que vão estar no estádio, dos que vão ver pela televisão e dos que vão acompanhar-nos pela rádio. Que todos eles façam uma corrente positiva e nos apoiem, principalmente quando as coisas não nos forem favoráveis”. PC


Adeptos depositam
confiança na selecção

A selecção nacional contou, durante a preparação, com o carinho e o calor dos adeptos. Nas sessões de treino realizadas no interior do Estádio 11 de Novembro e no relvado adjacente, os Palancas jamais deixaram de sentir o apoio incondicional de uma falange de apoiantes, ávidos de acompanhar de perto os trabalhos da equipa. O discurso da maioria dos adeptos é de optimismo e crença na realização de um bom jogo, com desfecho positivo.

Gonçalves Nunes, por exemplo, não perde nenhum dos jogos da selecção realizados em Luanda e diz estar na expectativa de poder assistir uma partida com final feliz. “Esperamos um bom jogo, porque queremos vencer. Somos o último do grupo e isso não é nada bom para nós. Acho que é hora de conseguirmos fazer um jogo diferente daqueles que fizemos no passado”, disse, adiantando estar convicto de que Angola vencerá por mais de dois golos. “Acredito que vamos vencer por 3-0 com golos de Manucho e André Makanga, o nosso grande capitão”, acrescentou.

Quem igualmente está optimista, mas insatisfeito pelo facto dos Palancas Negras estarem na situação em que se encontram actualmente no grupo – na última posição, a depender de terceiros – é o jovem Dácio Carneiro. Segundo ele, é um jogo complicado e no qual Angola deve impor todo o seu futebol e a qualidade dos seus jogadores para conseguir vencer. “Acho que é um jogo difícil que obriga a muita dedicação e concentração. Temos a obrigação de vencer, porque vamos jogar em casa e estamos aflitos na tabela de classificação. Mas a equipa está coesa e motivada. Acredito que vamos conseguir uma vitória, nem que seja por 1-0”.

Já José de Carvalho diz acreditar absolutamente na vitória de Angola. E sustenta o seu optimismo com o facto de acreditar que o programa de treino cumprido pela equipa dotou os jogadores de níveis aceitáveis para protagonizarem um resultado positivo.“Pelo que vi nos treinos não tenho dúvidas de que a nossa selecção vai ganhar este jogo. A equipa está muito boa e bem reforçada com o André Makanga. Estou muito satisfeito pelo regresso do nosso capitão”, disse José Carvalho. Evaristo Germano, morador do Kilamba Kiaxi, arredores do Estádio, rematou: “Estou confiante num bom resultado, mas ainda acho que o nosso seleccionador devia jogar com mais avançados e não deixar o Manucho sozinho no ataque”. PC


Palancas jogam hoje
primeira das três finais

Selecção começa a traçar o seu futuro na fase de qualificação ao CAN2012. Última classificada no grupo J de qualificação ao CAN2012 com três pontos, a Selecção Nacional precisa de vencer os três jogos reservados a esta etapa do torneio para manter as esperanças de lograr presença na maior "cimeira" da modalidade no continente africano. O jogo deste domingo diante do Quénia (a partir das 16 horas), no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, para a quarta ronda da competição, é a primeira das três “autênticas finais” dos “Palancas Negras”, que deve vencer por números expressivos e esperar por uma "escorregadela" do Uganda, líder da série com sete pontos.

Após três jornadas na primeira fase, o Quénia ocupa o segundo lugar do grupo com quatro pontos, seguido da Guiné-Bissau com três, no terceiro posto, os mesmos que Angola, na quarta e última posição, devido ao coeficiente de golos marcados e sofridos. Os guineenses marcaram um golo e sofreram dois, enquanto os angolanos marcaram em duas ocasiões e consentiram cinco, tendo um diferencial negativo de três. Já o líder Uganda leva quatro golos apontados e ainda não permitiu a violabilidade da sua baliza, ao passo que o Quénia, opositor de Angola domingo, marcou e sofreu dois golos.

No entanto, vencendo todos os jogos, Angola somaria 12 pontos, mas para terminar na primeira posição o Uganda (actualmente com 7 pontos) terá de perder uma partida e empatar outra, pois totalizaria 11 pontos. Não acontecendo o desaire que se espera do Uganda, a hipótese de Angola se qualificar é remota, sendo que deverá ganhar todos os jogos, por números expressivos, e esperar que seja "repescado" na única vaga reservada ao melhor segundo classificado dos 11 grupos existentes. Dentre as 16 selecções participantes ao CAN, duas são co-organizadoras isentas da fase qualificativa.
CALCULADORA
O grupo K, excepcionalmente, apura duas selecções (os restantes apenas uma), devido à integração do Togo, antes suspenso pela CAF, que se juntou ao Malawi, Tchade, Botswana e Tunísia. Em caso de repescagem do melhor segundo classificado dos 11 grupos, o primeiro elemento a ter em conta é o número de pontos e em seguida o "goal average".

Assim, de calculadora em mãos, os Palancas Negras, que nas duas últimas edições do CAN atingiram os quartos-de-finais (Ghana2008 e Angola2010), não possuem margem para erros e precisam da "estrelinha da sorte" na etapa derradeira do apuramento.
O desafio começa domingo às 16 horas, no 11 de Novembro, diante dos "Harambeers", como também é conhecida a selecção do Quénia, num estádio onde os Palancas Negras brilharam no CAN exemplar que o país organizou em 2010.
MARELINO CAMÕES * * Jornalista da Angop

Quenianos querem surpreender
angolanos no 11 de Novembro

O responsável da delegação queniana, Edward Ocluar, afirmou à Angop, que a sua selecção está preparada para vencer o jogo de hoje diante de Angola, referente à quarta ronda do grupo J de apuramento ao CAN 2012, a realizar-se no Gabão e na Guiné Equatorial.
“Temos consciência que será um jogo muito difícil em que as duas equipas estão apostadas a conquistarem os três. Angola a jogar em casa, tem um relativo favoritismo, mas nós viemos para pontuar”, defendeu. Edward Ocluar explicou que a equipa técnica do seu país dará grande atenção ao sector defensivo, pelo facto de Angola ter atacantes de referência como Manucho e Flávio, uma vez que a intenção é não sofrer golos.

“É importante não sofrer golos. Reconhecemos que os angolanos têm um forte ataque, mas vamos fazer tudo para contrariar esta mais valia da vossa selecção”, assegurou. De recordar que no jogo do dia 26 de Março, em Nairobi, os Palancas Negras perderam com a sua congénere do Quénia, por 1-2, para a 3ª jornada da fase de qualificação para a fase final do CAN do Gabão e Guiné Equatorial. O Quénia ocupa a segunda posição do grupo com quatro pontos, seguido da Guiné-Bissau e Angola, ambos com três, enquanto o Uganda lidera a série com sete pontos.


Selecção joga
"futuro" diante do Quénia

A selecção angolana de futebol reuniu a sua “nata” da modalidade para o jogo de hoje diante da congénere queniana, no estádio 11 de Novembro, em Luanda, visto que está em causa o seu futuro quanto à presença no CAN2012. Angola está ferida no orgulho, após derrota inesperada de 1-2 na “primeira-mão”, em Março último, em Nairobi, com o golo da vitória a ser apontado há quatro minutos do fim.

O encontro é pontuável à quarta jornada do grupo J de apuramento e acontece numa altura em que os “Palancas Negras” ocupam o quarto e último posto com três pontos, os mesmos que a Guiné-Bissau (terceiro) e menos um que o adversário deste domingo. O Uganda é o líder da série com sete pontos e apenas o primeiro apura-se directamente para o Campeonato Africano das Nações que será co-organizado pelo Gabão e Guiné Equatorial.

Para a partida de capital importância, o técnico Lito Vidigal juntou experiência à irreverência da juventude, uma mescla que visa garantir a vitória (quanto mais expressiva melhor), para manter a esperança de qualificação. O guarda-redes Carlos, do Bucaspor da Turquia, os médios Gilberto (Lierse da Bélgica), Mateus (Nacional de Portugal), André Makanga (Jaha do Koweit), Marcos Airosa (Desportivo das Aves), os atacantes Manucho Gonçalves e Love juntam-se aos jovens Mingo Bille, Dani Massunguna, Amaro (1º de Agosto), Miguel (Petro Atlético) e Djalma Campos, que assinou recentemente contrato com o Futebol Clube do Porto. MC

Adversário
leva vantagem nos confrontos

No histórico entre as duas selecções, o Quénia leva vantagem, pois em três jogos disputados Angola venceu apenas um, na cidadela em 2007, por 3-1, nas qualificativas para o CAN2008 no Ghana. Na partida da segunda mão, em Nairobi, os angolanos perderam por 1-2.

Em Março último os “Palancas Negras” voltaram a baquear diante dos “Harambee Star”, igualmente por 1-2 na primeira-mão das qualificativas para o CAN2012. Curiosamente, nas duas ocasiões o golo dos angolanos foi apontado por Manucho Gonçalves.Já no ranking da FIFA e CAF, a selecção nacional surge claramente melhor posicionada. No primeiro, Angola ocupa a 104ª posição com 295 pontos contra a 123ª do Quénia com 227 e no segundo a selecção nacional é 28ª, com 2949 pontos, e o Quénia vem a seguir (29ª) com 2944 pontos.

Números à parte, o jogo desete domingo terá um aditivo. As duas selecções estão proibidas de perder, sob pena de perigar a qualificação para o CAN2012, num confronto em que os anfitriões, de orgulho ferido, tentarão demonstrarem no terreno o estatuto de mundialista e vice-campeões do CHAN2011, no Sudão. MC

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