Jornal dos Desportos

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Opinio

A vnia aos Sub-17 e outras cenas

07 de Novembro, 2019
Para início de conversa, uma vénia merecida aos Palanquinhas, pela campanha realizada no Mundial em Sub 17, que ainda decorre nas terras do samba e do bom carnaval, do qual os “putos” saíram de cabeça erguida, com a certeza de que, com a atenção devida, Angola tem um conjunto de jogadores que nos poderá orgulhar nas categorias de sub 23 e honra.
Fica o recado à Federação Angolana de Futebol, para que comece já pensar num plano específico para manter coeso e em actividade regular este grupo de meninos, que mostram conhecer os fundamentos elementares do futebol, sendo que o resto não depende apenas deles.
A Nação agradece o que fizeram no Brasil e, apesar de ter estado ao vosso alcance, a possibilidade de fazerem um pouco mais, sobretudo nos jogos com os anfitriães e a Coreia do Sul, nos damos por satisfeitos, pois souberam dignificar as cores e símbolos da República de Angola. Existe a consciência generalizada de que sois diamantes em via de lapidação, assim como a necessidade de, a partir deste texto, lançar o apelo para que se dediquem seriamente a actividade que escolheram como profissão nesta fase das vossas vidas, e que saibam gerir as consequências, (positivas e negativas) do mundo da fama, para onde se preparam para entrar, se é que ainda lá não estão.
Apesar do que acima se refere com carácter positivo, os resultados obtidos fazem-me manter parte do conteúdo do texto por mim escrito em véspera do início da competição, em que disse ser impossível sonhar com a conquista do Mundial, pois, em termos globais, temos muito para aprender, fazer e melhorar.
Não sendo a morte de uma andorinha, motivo suficiente para o fim da primavera, eis que no dia seguinte à eliminação dos Palanquinhas, as honras foram convocadas para a dupla empreitada da próxima semana, pontuável para o apuramento ao Campeonato Africano das Nações, 2021.
Quase que como um acto sacramental e religioso, mais uma vez o órgão reitor da modalidade entrega-se a um conjunto de embaraços, que podem causar dissabores (oxalá não aconteça), capazes de dificultar a conquista dos pontos necessários para se atingir o objectivo principal deste tipo de provas, que é a qualificação.
Mais uma vez, a questão de planificação, gestão e outras coisas simples, mas indispensáveis para o sucesso pretendido, se apresentam como factores de fraqueza, a exemplo da indefinição que se viveu sobre quem iria orientar a selecção nacional de honras, caso os Palanquinhas continuassem em prova, no Brasil.
Cá entre nós, aventou-se a possibilidade do director técnico da Federação Angolana de Futebol, o categorizado Miller Gomes, assumir o comando dos jogos da próxima semana, o que seria, na nossa opinião, uma manifesta possibilidade de beliscar o currículo do técnico, que tem poucas igualdades, em termos de formações desportiva.
Se calhar, até para a protecção de Miller Gomes, que há largo tempo está afastado do treinamento efectivo, e talvez sorte para a FAF, a eliminação dos Sub 17 pode ser entendida como daqueles males que vêm para bem. E assim, lá se conseguiu voltar ao plano A, quanto a pessoa que vai dirigir a equipa nacional, coisa que ainda não está completamente resolvida, pelo menos até a elaboração deste texto.
E nem vamos falar do jogo do gato e o rato com que a Federação Angolana de Futebol se deleitou em relação aos jogos do Girabola Zap, marcados para a próxima semana, que ficaram no “há e não há”, que baralhou e tudo e todos.
Mais do que isso e a considerar realistas as informações de que, indagado se iria comandar os Palancas na versão sénior, Pedro Gonçalves disse “não saber”, facto que reforça a tese de que alguns indivíduos da Federação Angolana de Futebol, têm brincado de gerir o futebol da nossa Pátria-mãe que tem, no fenómeno desportivo, mais do que isso, uma verdadeira manifestação social, com a qual não se deve brincar com sendo uma “cena” qualquer. Carlos Calongo

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