Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acompanhar as mudanas

23 de Fevereiro, 2016
Com o Girabola - Zap 2016 ainda a engatinhar, adeptos, atletas, responsáveis, dirigentes, técnicos e outros agentes da modalidade, tal como as equipas se esmeraram na melhor preparação possível, espera-se que os árbitros também se esforcem para melhorar as suas performances, uma vez que como é do conhecimento geral o trabalho de alguns quartetos têm sido alvo de muitas contestações, nas épocas anteriores.

A realidade demonstra que nesta fase em que a competição iniciou com algumas alterações, em função da parceria com a rede de televisão Zap, com as 16 equipas empenhadas em somar a maior quantidade de pontos possíveis com o propósito de alcançarem os objectivos preconizados pelas direcções, que se consubstanciam umas na conquista do título, outras, na obtenção de uma vaga para as competições da Confederação Africana de Futebol (CAF), e outras ainda, na manutenção do escalão principal, o desenvolvimento da arbitragem continua a preocupar os fazedores do espectáculo da bola.

Em função da actuação da maioria das equipas de arbitragem nos campeonatos anteriores, com destaque para a primeira volta do Girabola-2015, em que foram muito contestadas – às vezes com razão e outras nem por isso - qualquer adepto tem a percepção exacta que a arbitragem do futebol precisa de intervenções directas e pontuais de quem de direito, para colocar no lugar que lhe é devido. É de louvar as acções nesse sentido que o Conselho Central de Árbitros (CCAFA) desenvolveu no defeso. Esperemos que continue na mesma vertente, como forma das quantidade de “casos” sejam reduzidas, uma vez que os factos evidenciam que a situação se não for contida tende a atingir contornos que se confundem com o agravar e que podem ser de difícil solução.

De realçar pela positiva, o facto de que para além de levar a cabo um seminário de capacitação e refrescamento que contou com a presença de 70 árbitros e 30 comissários, o CCAFA incidiu a sua acção sobre a dificuldade que alguns dos seus filiados tiveram nas épocas anteriores quanto à interpretação da Lei nº11 (fora - de - jogo) e da Lei nº 14 ( sobre as grandes penalidade). Essas acções, cujos frutos se espera tragam efeitos positivos o mais breve possível, incidiram sobre o diálogo que os membros da direcção da arbitragem e outros especialistas mantiveram com os seus filiados.

As pessoas não devem deixar de referir pela positiva, o facto da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) ter desenvolvido algumas acções que visaram à redução da existência de “casos,” que se consubstanciaram em encontros com responsáveis e dirigentes dos clubes sobre a materialização de programas de formação e de sensibilização, para encontrar as soluções pontuais para a arbitragem. Na época passada, alguns árbitros cometeram falhas que tiveram influência nos resultados dos jogos, que deixaram a entender que as mesmas foram cometidas de forma intencional. É que da intenção aos actos, vai grande distância.

Não obstante os esforços feitos pelo Concelho Central de Árbitros de Futebol (CCAF), em particular, e pela cúpula directiva da FAF, é justo que as pessoas tenham motivos para em função de “casos” protagonizados por algumas arbitragens, se preocuparem porque é evidente o esforço dos responsáveis pelo futebol nacional, em materializar fórmulas no sentido de que este sector nevrálgico para o seu desenvolvimento, deixe de “sobreviver para viver”, apesar dos árbitros a partir da época que agora inicia serem remunerados pela FAF, em função de um depósito financeiro na sua conta, para o efeito efectuado pelos clubes.

É verdade que não se coloca a questão, se o CCAFA tem ou não capacidade, para fazer com que os seus filiados cumpram o melhor possível a sua tarefa. O importante é que exerçam um controlo mais acentuado sobre o trabalho que os filiados desenvolvem, bem como trazerem ao conhecimento do público as sanções com que os prevaricadores forem “agraciados”, se for o caso, uma vez que quando acontecem castigos aos atletas, dirigentes e técnicos, os mesmos são divulgados publicamente.
Leonel Libório

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