Jornal dos Desportos

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Opinio

Acreditar at ao fim...

23 de Fevereiro, 2019
Depois da derrota frente ao Nasr Athletic Hussein Dey da Argélia, em Argel, e da vitória sobre Gor Mahia FC do Quénia, em casa, o Petro de Luanda volta entrar, amanhã, em acção nas Afrotaças. Os tricolores do “Eixo-Viário”, que defrontam no Cairo, Egipto, o Zamalek local, para terceira e última jornada da primeira volta do Grupo D da Taça da Confederação, têm uma missão um tanto quanto espinhosa.
Isso é verdade, mas ainda assim, os comandados de Beto Bianchi não se podem intimidar pelo nome do adversário, por sinal um ‘habitué’ nas provas sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF). Pelo contrário, têm de entrar para este duelo com o Zamalek com espírito de missão e procurar provar que a sua entrada na fase de grupos desta segunda maior competição de clubes da CAF não foi obra de mero caso.
Como é sabido também, os jogos com as equipas do Magreb, zona Norte de África, afiguram-se, sempre, com elevado grau de dificuldade, mas isto não se pode revelar como um motivo bastante para o Petro entrar cabisbaixo amanhã frente a forte equipa do Zamalek. Hoje por hoje o rei-futebol já provou não haver equipas imbatíveis, facto que por si só deve fazer com que os tricolores se dispam de qualquer preconceito.
Aliás, como se tem dito recorrentemente o futebol é aquela caixinha de surpresas em que não existem vencedores antecipados. Os jogos ganham-se em campo e o Petro, tal como o fez durante a sua campanha para o acesso à fase de grupos desta 16ª edição da Taça da Confederação pode continuar a manter a chama da sua combustão, impondo algum rigor e atitude frente aos seus adversários, mesmo actuando extramuros.
Ademais o desporto-rei já provocou, igualmente, que em muitos casos conjuntos à partida rotulados como menos capazes, vezes sem conta criam calafrios aos apontados como mais fortes. E amanhã, frente ao Zamalek, esta teoria pode, efectivamente, vingar desde que o emblema tricolor faça da excelência uma divisa. Para já, o embaixador angolano só atinge esse desiderato com a conquista de um bom resultado.
E um bom resultado passa, indiscutivelmente, pela vitória ou na pior das hipóteses por um empate, algo que se afigura difícil, mas não impossível frente a este Zamalek. O facto de nesse momento a formação egípcia ocupar a última posição do grupo com um ponto, isto pode aumentar a confiança da turma do “Eixo-Viário”, colocada na segunda com três, tantos quanto tem o Gor Mahia FC do Quénia na terceira.
Fazendo fé no velho aforismo popular segundo o qual a esperança é última coisa a morrer, a equipa do Catetão pode até despertar na condição de líder isolado do grupo na segunda-feira, caso vença e se registe um empate no outro confronto da terceira jornada entre o Gor Mahia FC do Quénia e o Nasr Athletic Hussein Dey da Argélia, em Nairobi.
Porém, se a vitória sorrir para a equipa etíope e o Petro somar também três pontos frente aos egípcios do Zamalek, na mesma manter-se-ia na liderança, face a vantagem no confronto directo com o emblema da Etiópia.
Contudo, nas contas que se impõe fazer em relação ao Petro nas Afrotaças e, particularmente, nesta competição que dá acesso ao troféu “Nelson Mandela”, uma derrota amanhã frente ao Zamalek do Egipto é o pior que pode acontecer. Regra geral neste tipo de competições o melhor dos cenários para as equipas intervenientes é conquistar vitórias nos jogos em casa e a busca de pontos nos redutos adversários.
É importante salientar, que na fase inicial da disputa desta Taça da Confederação o Petro de Luanda teve uma prestação irrepreensível. Começou por afastar o Orapa United FC do Botswana na primeira eliminatória com um agregado de 6-0, na sequência das vitórias em casa por 4-0, na primeira “mão”, e depois por 2-0 no reduto desta.
Na segunda eliminatória, em que cruzou com o AS Nyuki da República Democrática do Congo (RDC), venceu primeiro no reduto adversário por 1-0 e no jogo de resposta, em Luanda, repetiu a ‘dose’ que lhe permitiu chegar à derradeira etapa para o acesso à fase de grupos, em que tirou do caminho o Stade Malien do Mali.
No primeiro desafio frente a formação maliana impôs um empate a um golo, no Estádio Modibo Keita, em Bamako, e depois, no duelo do 11 de Novembro, venceu por 2-1. Já na fase de grupos, a odisseia tricolor arrancou com uma derrota de 1-2 no Cairo, diante do Nasr Athletic Hussein Dey, a que se seguiu a vitória pelo mesmo ‘score’, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, frente ao Gor Mahia FC do Quénia.
Vale recordar que depois desta terceira ronda, na segunda volta, a equipa do Catetão começa por receber em casa o Zamalek a 3 de Março, para a quarta jornada. Na quinta volta a actuar no 11 de Novembro frente ao Nasr Hussein Dey sete dias depois e fechando as contas desta etapa a 17 do citado mês no reduto do Gor Mahia FC, no Estádio Internacional dos Desportos Arap Moi, em Nairobi, Quénia. Contudo, é ponto assente que para se sair bem na fotografia em mais esta aventura na segunda maior prova de clubes do continente, o Petro tem de acreditar até ao fim… Sérgio V.Dias

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