Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Afinal quem acompanha os Catlicos ?

04 de Novembro, 2017
O Girabola Zap 2017 fecha as cortinas neste final de semana. Termina a competição e com ela os resumos, balanços e as reflexões que geralmente se impõem no lavar dos cestos. Temos que concordar que, do ponto de vista competitivo, foi dos melhores já disputados, com acérrimas disputas do topo à base. O futebol continua a ser, o “ópio” do povo. Arrasta multidões e inflama paixões…..Se por um lado a questão do título é já um assunto arrumado, por outro, a luta pela permanência todavia não ficou saldada. Apenas os “católicos” da província cafeícola do Uíge estão irremediavelmente despromovidos. Faltando apenas por disputar um jogo, mesmo que ganhe, faria apenas 20 pontitos, o que na luta com a concorrência seria insignificante. É caso para dizer que, afinal, é a matemática de Hélder Teixeira que estava errada.
Definitivamente a luta renhida se virou a outras quatro formações, onde deverão sair duas que acompanharão o Santa Rita de Cássia à Segundona. Progresso da Lunda-Sul, Académica do Lobito, Asa e JGM do Huambo, terão assim uma palavra a dizer nesta derradeira jornada, para carimbarem ou não, o passe de permanência.
Se olharmos atentamente para a malha de jogos destes concorrentes, iremos notar que, em alguns casos o destino tem sido cruel ao colocar, equipas na mesma situação, em confronto directo. Vejamos: para a 30ª jornada, a Académica do Lobito, 13ª colocada com 27 pontos, defronta, no buraco, o Asa, 15ª com 26; o JGM, por seu turno, na 14ª posição com 27 pontos, vai à vila da Caála defrontar o vizinho Clube Recreativo local que tem a sua situação já resolvida, ostentando o 9º lugar com folgados 41 pontos.
Aparentemente, o que parece com alguma vantagem comparativa, é o Progresso da Lunda-Sul que tem 29 pontos, na 12ª posição e que defronta na Huíla o Desportivo local, este igualmente com as contas arrumadas.
Portanto, como se pode notar, muita coisa ainda pode acontecer até se encontrarem os dois acompanhantes dos “católicos” à segunda divisão. Escuso-me de fazer projecções condicionais porque, está à vista de todos nós que, cada um deles depende, primeiramente de si mesmo e, obviamente, de terceiros. O resultado de uns e outros influenciará em grande medida nas contas finais. Por exemplo: Uma vitória do Progresso da Lunda-Sul na Huíla proporcionaria que esta alcançasse a cifra dos 32 pontos. Teria o problema arrumado porque mais ninguém tem possibilidades de atingir esta pontuação.
A principal questão é mesmo entre o histórico Asa e a Académica do Lobito. O confronto entre ambas será de roer as unhas porque, até agora mantêm acesa a chama da vontade em continuar entre os grandes do futebol nacional. Aliás, o Asa, a par do 1º de Agosto são as únicas totalistas da prova que, desde 1979 disputa o Girabola. O mesmo se pode dizer dos “Estudantes” do Lobito que já têm alguma tarimba da prova maior.
Muito se fala do jogo entre o Recreativo da Caála e o JGM, argumentando as más línguas que haverá facilitismos por serem ambas do planalto central. Eu, sinceramente não acredito. Não acredito que se vá ferir a verdade desportiva. Não acredito que isso aconteça, por reconhecer idoneidade nos dirigentes das duas formações numa província que tem tradições de coerência e verticalidade nesta vertente social.
Ainda assim, no caso de o Asa vencer no buraco soma 29 pontos; já se o JGM triunfar na Caála faz 30 pontos, deste modo ficaria na embrulhada da despromoção o Progresso da Lunda-Sul, caso não consiga triunfar na Huíla e a Académica do Lobito. No caso de haver coincidências e igualdade de pontos, existem obviamente outros itens de desempates, como jogos entre si, golos marcados e sofridos de cada um dos contendores, etc.
De uma coisa temos certeza, será na verdade uma jornada de roer as unhas mas, de imensa paciência e calma. Quem fizer bem o trabalho de casa, ter mais frieza e apresentar-se com menos pressão e precipitação, obviamente que suplantará os seus adversários.
Apelamos desde já para que não hajam jogos baixos nem actos de influência directa de resultados.
Vamos demonstrar a nossa maturidade desportiva. Vamos demonstrar as nossas competências. Que ganhe no campo, quem tiver que ganhar, demonstrando argumentos competitivos e marcando mais golos.
Que os árbitros estejam comprometidos apenas e só com o jogo e fazerem um trabalho isento e imparcial.
A regra olímpica é sempre usual, ganhar com respeito e perder com dignidade….

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