Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Afinar a mquina

08 de Setembro, 2013
Trata-se de algo normal em situações do género que, convenhamos, não devem ser extrapoladas, se nos ativermos ao facto de que, não obstante as dificuldades de percurso que possam surgir, mas sempre debeladas em tempo oportuno, se pretende que seja uma festa realizada sob o signo do exemplar.

Os “últimos retoques” estão a ser efectuados em todas as vertentes. Angola constituiu-se o centro das atenções e está na “boca do mundo”. As divisas do “fair play” e da disciplina devem ser exaltadas, não apenas nos recintos onde as partidas se vão efectuar, como em todos os lugares onde se “respirar mundial”. Isso não significa que tais princípios devam ser observados apenas no período em que a festa estiver a decorrer, mas para todo o sempre.

O público, que despido das vestes clubísticas vai deslocar-se aos recintos em massa, além de apoiar a Selecção Nacional de Angola nos jogos que esta efectuar, deve manter uma postura controlada. Actos de violência, muito em voga nos últimos tempos, no interior e nas imediações dos recintos desportivos, devem ser evitados, quanto mais não seja para salvaguardar a imagem de Angola além-fronteiras, facto que ficou demonstrado em eventos anteriormente realizados, como os campeonatos africanos de futebol, andebol e basquetebol, assim como nos Jogos da África Central.

É certo que as pessoas que estão à frente da organização do primeiro Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins no continente africano estão a envidar esforços e a desenvolver mecanismos no sentido de se evitarem situações desagradáveis. Há deveres e normas a serem cumpridos por todos. Pelo que foi dado a aperceber, os recintos que vão albergar a competição, em fase de conclusão, observam os requisitos que a federação internacional da modalidade regulamenta.

Noutro desenvolvimento, a realização em Angola do maior evento mundial de hóquei em patins está já a trazer ganhos para o país e povo angolano, através de acções que se enquadram, não apenas no Plano de Desenvolvimento Desportivo, como no desenvolvimento económico e social, inseridos no Plano de Reconstrução Nacional que o Executivo leva a cabo. O mesmo consubstancia-se na edificação de raiz e reabilitação de infra-estruturas, como pavilhões gimnodesportivos multiusos, pontes, estradas, hospitais e similares, assim como na melhoria do sistema de telecomunicações, da rede hoteleira e aeroportos, não só nas capitais das províncias que vão albergar a competição, como em outros pontos do país, principalmente nas áreas circunvizinhas.

Quer se queira ou não, esse tipo de acções permitem inferir que o Executivo está, de forma paulatina, a resolver os problemas que visam contribuir para melhorar a comodidade dos cidadãos nacionais.
Leonel Libório

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