Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Afundano fora do cesto

02 de Março, 2016
A história dos 40 anos da existência de Angola enquanto Nação independente passa pela obrigatória narração dos factos desportivos, que têm o seu valor de referência e por conseguinte, meritórias de aplausos aos artífices que fizeram por merecer o nome da lista dos maiores.

Em termos de modalidade, as referências maiores vão para o atletismo, basquetebol sénior masculino e andebol sénior feminino, pois as conquistas a nível continental dispensam comentários.

Caso seja necessário aduzir elementos que fundamentem a asserção, em relação ao atletismo, socorremo-nos aos feitos de José Armando Sayovo que na edição dos Jogos Olímpicos realizados em Atenas, Grécia, elevou bem alto os símbolos da soberania angolana, conquistou medalhas e bateu recordes que fazem dele uma referência perene na narração do histórico desportivo angolano.

A nível do futebol é relevante a conquista do campeonato africano em sub-20, feito protagonizado pela selecção treinada por Oliveira Gonçalves, em 2001, da qual se destacava dentre outros, jogadores como Mantorras, Gilberto, Mendonça que também fizeram parte do núcleo duro da única selecção sénior que disputou um mundial de futebol, no caso o da Alemanha em 2006, juntando-se à Akwá, Flávio, Delgado, João Ricardo, Jamba, André Makanga, etc.

Do basquetebol sénior masculino, noves fora os títulos que fundamentam a hegemonia do cinco nacional a nível continental, as conquistas remetem-nos para nomes com José Assis, Lapa, José Carlos Guimarães, Jean Jacques, Boneco, Necas, Paulo Macedo, David Dias, Aníbal Moreira, Ângelo e Baduna Victoriano, Herlander Coimbra, Victor de Carvalho, Carlos Almeida, Miguel Lutonda, Olímpio Cipriano, Carlos Morais, Kikas Gomes e uns tantos que não cabem nesta lista dos que adjectivo "heróis" do basquetebol angolano, que com muita humildade sempre mostraram-se dignos do reconhecimento da pátria Angola.

Porém, estes pelo menos até onde sei, sempre pautaram a sua postura por uma cordial relação, sobretudo com a media e seus integrantes, simbolizaram uma verdadeira ligação entre os fazedores e divulgadores dos factos desportivos.

Assim não acontece com Yanick Moreira que ainda não fez e nem ganhou nada para o espólio do basquetebol angolano, ao ponto de arrogar-se ao direito de destratar um profissional da comunicação social, à dimensão de Baptista Moscavide, a quem ofendeu grosseira e deselegantemente no sábado, 27 de Fevereiro.
A cena triste para qualquer relato em formato jornalístico, ganha substância pelo facto de parecer-me que o preço da fama que Yanick (não) tem, estar a ser mal gerida.

Aliás, basta saber que o jogador em causa teve impressões negativas na operação Afrobasket 2015, ao ponto de altercar com Regiie Moore, para além de outros episódios que envolveram a integração ou não no cinco nacional.Sem ter nenhum contacto directo ou indirecto com o referido jogador, pensando estragar o meu sábado reservado a assistir ao jogo do BIC Basket, sou avesso ao que Yanick e o pai protagonizaram , que merece a minha pública repulsa.Finalmente, aconselho quem não sabe, que a fama tem custo e que quando mal gerida, custa muito caro.

CARLOS CALONGO

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