Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Augusto Fernandes

Alguns efeitos das punies da FAF

29 de Março, 2018
As ausências de Geraldo, Massunguna, Nelson da Luz e outros jogadores do 1º de Agosto, que estavam suspensos da convocatória para a selecção nacional que disputou o torneio das quatro nações realizadas na Zâmbia, criou dúvidas nas mentes de muitos amantes do nosso futebol.
Não nos esqueçamos, que por altura da operação Chan que se realizou no Reino de Marrocos, seis jogadores influentes na manobra da equipa militar, a saber: Geraldo, Massunguna, Paizo, Macaia, Show e Nelson da Luz foram punidos pela Federação Angolana de Futebol (FAF), por ausência injustificada nos trabalhos da pré - selecção nacional.
É verdade, que o treinador é soberano, convoca quem quiser. Também é verdade, que na selecção nacional devem estar os melhores e alguns dos jogadores do clube militar que não foram convocados, com realce para Geraldo que está a atravessar um dos seus melhores momentos desde que regressou ao País, são imprescindíveis nos Palancas Negras.
Houve da parte do treinador e quem sabe da própria direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) um espírito de révanche? Será que houve uma atitude do tipo: “já que fizeram banga quando precisamos, agora, vamos ver quem é que manda aqui? Ou será que as portas para a selecção nacional a tais jogadores estão fechadas?
Só o treinador sabe, porquê que não convocou alguns dos jogadores acima mencionados. À priori, a não convocatória desses jogadores, para muitos foi por represálias.
A ser verdade, a questão é: a FAF puniu ou expulsou os referidos jogadores da selecção nacional? Nada indica que os jogadores fossem expulsos da selecção nacional, mas punidos.
Portanto, temos de analisar a situação, em função do que realmente aconteceu. A FAF puniu, ou seja, castigou os jogadores. Eles cumpriram o castigo, e por isso, nada os impede de voltarem à selecção nacional, a menos que seja por opção técnica.
Por outro lado, se houve de facto révanche por parte do treinador, então, podemos dizer que Srdjan Vasiljevic foi infeliz, um indivíduo na posição dele não se deve deixar levar por atitudes baixas, que ponham em dúvida as credenciais como condutor de homens.
No entanto, deixemos o tempo responder às questões, levantadas nas mentes de muitos amantes do futebol nacional, com relação a não convocação dos referidos jogadores. Aliás, o próprio treinador disse, publicamente, que a selecção está aberta a novos rostos e daí poderemos tirar ilações, relativamente às dúvidas que se instalaram na mente de muitos.
É importante frisar, que com este artigo não se pretende imiscuir no trabalho do seleccionador nacional, muito menos desqualificá-lo como homem de futebol, aliás, já deu mostras no pouco tempo que está ao comando dos Palancas Negras, em cinco jogos.
Queremos ajudar a responder às questões que se levantaram, em função da situação acima referenciada. De resto, temos motivos para acreditar que Vasiljevic está ao serviço da selecção nacional, com o objectivo supremo de melhorar a qualidade do nosso futebol e não para fazer o contrário.
Para isso, deve contar com os melhores jogadores que o país tem, tanto no campeonato nacional como os que jogam na diáspora. Deve experimentar o maior número possível, para encontrar os 23 ideais, mas com grande margem de escolha, além destes.
Isto implica trabalho, muita experiência e naturalmente, nem todos estarão de acordo com o técnico em algumas ocasiões. Quanto a nós, fazedores de opinião, vamos para darmos a nossa ajuda, ali onde for necessário.
O nosso objectivo é ajudar, quando se trata de selecção nacional, todos temos de nos rever nela, e por isso, não devemos remar em sentido contrário, se assim fizermos agiremos como adversários, e não como o 12º jogador. Haja calma. Vamos deixar o treinador trabalhar à vontade, nada de precipitações.

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