Jornal dos Desportos

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Opinio

Alguns nmeros do ttulo do DAgosto

31 de Outubro, 2017
Como previ e escrevi na semana passada, o 1º de Agosto tornou-se campeão do Girabola ZAP 2017, no passado fim-de-semana, ou seja, na 29ª jornada, não precisando, portanto, de esperar pela ronda final para arrumar as contas quanto ao título da maior prova do futebol intra-muros.
E faz todo o sentido, desta tribuna, endossar as felicitações ao público (interno e externo) que consubstanciam a existência do Clube Central das Forças armadas Angolanas, que já vai na sua décima primeira conquista de campeão do Girabola.
Maior é o sentimento e diria mesmo, obrigação, de felicitar o 1º de Agosto, pelo facto de, no início da época, ter expresso cepticismo em relação ao feito ora alcançado, e que de justiça prova-se que têm razão os que advogam que as coisas no futebol não são como começam, mas sim como termina, e neste caso, para a alegrai da \"família agostina\".
Obrigo-me também a expressar votos de felicitações ao jovem Mário Lemos, que na sua irreverência e ferrenha veia aficionada ao 1º de Agosto, profetizou, faz tempo, nas redes sociais, que o clube militar seria campeão na jornada número 29, o que se veio a confirmar.
Uma palavra também ao companheiro António Félix, para quem não teve serventia nenhuma a romaria por ele feita à goleada história de 8-1 que o ASA de outro tempo impôs ao 1º de Agosto, e que para nada serviu em termos motivacionais, pois como se apregoa, a história serve melhor aos museus. Sem as referências individuais que na época passada foram fundamentais para a conquista do décimo título de campeão nacional, no caso Gelson, Ary Papel, Dominick, Jumisse e Isaac, o 1º de Agosto voltou a sagrar-se vencedor da maior prova do futebol angolano, reforçando a sua pujança no mosaico desportivo local.
De uma equipa em que as individualidades representaram pouco, o colectivo foi a chave do sucesso, confirmando-se assim o adágio de que quando se faz do futebol uma verdadeira modalidade colectiva, os resultados positivos sempre surgem, para o gáudio dos aficionados.
Talvez aí residiu a supremacia dos militares que consentiram, pelo menos até a conquista do título, apenas duas derrotas, num total de seis pontos perdidos, contrariamente ao seu mais directo perseguidor e rival que perdeu sete jogos, numa soma de 21 pontos, o que é bastante considerável para qualquer equipa que pretende ser campeão.
Ademais, num campeonato com 15 jornadas em cada volta, perder sete jogos, em termos estatístico, representa qualquer coisa como cinquenta porcento dos pontos de uma volta, sendo por isso, muito difícil ganhar-se com tantas derrotas, considerando isso, apenas como um item dos muitos passíveis de análise.
Quanto ao 1 de Agosto, os empates que representaram perda de dois pontos em cada jogo, curiosamente foram registados com equipas que, a prior, não lutam pelo título, ou seja, são do segundo plano ou se preferirem do meio da tabela, o que significa que o clube militar poderia sagrar-se campeão nacional muito antes da penúltima jornada.O Leste da Europa volta a inscrever o nome no livro da história dos títulos conquistados pelo clube militar, que por via de Dragan Jovic eleva para quatro o número de títulos conquistados por treinadores daquela localidade, saga aberta por Dushan Kondic, que nas épocas de 91 e 92 levou a taça para a galeria do clube do Rio Seco.Igual proeza foi conseguida por Daniel N’Dunguid, em 1998 e 1999, sendo o único que na condição de treinador principal e jogador conquistou bi-campeonatos, ao serviço do Clube Central das Forças Armadas Angolanas, que deverá atacar as competições a africanas, pelo que ficamos a aguardar o que daí conseguirá.
Carlos Calongo

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