Jornal dos Desportos

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Opinio

Angolanos buscam o xito na etapa dos grupos

30 de Novembro, 2019
O 1º de Agosto e do Petro de Luanda voltam a entrar em acção na maior prova de clubes da Confederação Africana de Futebol (CAF), a “Champions League”. Nesta edição salta à vista o facto de pela primeira vez, na história, do nosso desporto-rei, duas equipas desfilarem em simultâneo na fase de grupos deste importante competição. Os militares chegam a esta etapa pela terceira vez e os tricolores pela segunda.
A formação do “Rio Seco”inicia a sua caminhada, no Grupo A, em que perfilam também o Zamalek do Egipto e Tout Puissant Mazembe da República Democrática do Congo (RDC), em casa, frente ao Zesco United da Zâmbia.
Já a turma do Catetão, que está entrincheirada no C, em que vão alinhar também o União Sportive Medina da Argélia (USMA) e o Wydad Atlético Clube de Casablanca do Marrocos, actual vice-campeão africano e que é treinado pelo sérvio Zoran Maki que já orientou o 1º de Agosto, vai ao encontro do Mamelodi Sundowns da África do Sul. A equipa sul-africana afigura-se como um adversário de triste memória para o Petro, pois foi este mesmo Mamelodi Sundowns, que em 2001 afastou o emblema do Catetão nas meias-finais desta competição, na lotaria das grandes penalidades, por 3-5
Porém, qualquer uma destas equipas que desfilam no Grupo A e C, respectivamente, já cruzaram o caminho das equipas angolanas nas Afrotaças e daí que os nossos embaixadores terão esboçado alguma estratégia para os fazer frente nesta edição.
É importante reconhecer que o sorteio da presente edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos não foi nada simpático para os dois embaixadores angolanos nas provas da CAF, mas dadas as contingências desse facto, ambos terão de assumir as suas responsabilidades e encarar “olho no olho” os respectivos adversários. Apesar das dificuldades que quer o D’Agosto, quer o Petro, venham enfrentar nesta edição da fase de grupos, é ponto assente que com humildade, respeito pelos adversários e acima de tudo com grande atitude e determinação, ambos podem surpreender os seus oponentes.
Os militares, que chegam pela terceira vez no seu historial a uma presença nos grupos da Liga dos Campeões Africanos, depois da estreia em 1997 e da brilhante campanha que fizeram em 2018, vão procurar repetir a proeza nesta “nova aventura” na prova.
E o jogo desta tarde com o Zesco United assume-se como crucial para essa marcha triunfal que os militares vão procurar encetar nesta edição. A jogar em casa, como é óbvio, a equipa treinada por Dragan Jovic vai procurar assumir as despesas de jogo para depois encarar os próximos jogos com alguma tranquilidade, particularmente quando se deslocar ao reduto do Zamalek do Egipto, na próxima ronda.
Já o Petro que se desloca a Pátria de Nelson Madiba Mandela, têm uma missão um tanto quanto espinhosa neste pontapé de saída da edição deste ano da fase de grupos da “Champions League”. Não obstante isso, a equipa comandada por Toni Cosano vai tentar fazer uma gracinha na casa do Mamelodi Sundowns.
E isso pressupõe conquistar um empate ou na melhores das hipóteses uma vitória sobre esta equipa sul-africana. É, diga-se de passagem, uma tarefa que se afigura complicada, mas que ainda não se apresenta de todo como impossível para o actual vice-campeão do Girabola Zap, a maior prova do futebol nacional.
Para atingir esta fase de grupo da “Champions”, o 1º de Agosto afastou na derradeira eliminatória de acesso a esta o Green Eagles da Zâmbia, depois de na primeira ter tirado do caminho o Kikoso Maalum Cha Kuzuia Magendo FC da Tanzânia com um agregado de 4-0 no cômputo das “mãos”. Já o Petro de Luanda, que regressa à elite dos grupos da Liga dos Campeões 18 anos depois, afastou na preliminar da corrida a esta etapa o Matlama FC do Lesotho, com um agregado de 4-0, no cômputo das duas “mãos”, e na derradeira eliminatória beneficiou-se do empate a um tento no Uganda frente ao Kampala City local, depois do nulo verificado no jogo de Luanda.
De resto, quer o 1º de Agosto, quer o Petro, que coleccionam juntos 28 títulos do Girabola Zap, a maior prova do futebol nacional, com os quase 40 anos de andança nas Afrotaças, têm a obrigação de honrar o nome e a Bandeira de Angola nesta prova. E que assim seja...
SÉRGIO V.DIAS

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