Jornal dos Desportos

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Opinio

Ao terceiro lugar

27 de Abril, 2019
Hoje, quando forem 14h00, as atenções desportivas estarão voltadas, por inteiro para Dar-es-Salam, onde a selecção de Sub-17 entra em campo, para tentar o terceiro lugar no Campeonato Africano das Nações da categoria, que decorre na Tanzânia. Angola mede forças com a não menos poderosa selecção da Nigéria. Trata-se de um jogo que, apesar de ser consolação, vai, na mesma, ser encarado pelas equipas com grande sentido de responsabilidade.
Quer angolanos, quer nigerianos, depois de terem chegado às meias-finais, e motivados com a qualificação ao próximo campeonato do mundo, esperavam chegar à final do torneio. Mas, não foram felizes diante dos respectivos adversários, com quem perderam aos penaltis, depois de igualdade no tempo regulamentar. Seja como for, ser terceiro não é nada mau. Pois, é também um lugar classificativo honroso.
Pela atenção que se dedica ao futebol de formação em alguns países africanos, dos quais a Nigéria, alguém pode temer pela sorte da nossa rapaziada, mas sem motivo, pois, o curso da prova já nos deu a ver, que este quesito conta pouco. Também por cá está a ser desenvolvido, a nível dos clubes, um forte trabalho de investimento nos escalões de formação. Só assim se justifica a forma determinada, como esta selecção se fez presente em Dar-es-Salam.
Pretendemos dizer que o jogo de logo mais, não tem vencedores antecipados. Há-de ser disputado palmo-a-palmo, porque quer Angola, quer Nigéria apresentaram, durante a fase de grupos, um nível de futebol que convenceu a todos quantos na condição de técnicos, olheiros ou meros assistentes, acompanham com interesse particular o desenrolar do torneio, que amanhã conhece o epílogo.
Sobre o adversário, Angola tem apenas a desvantagem de ter averbado uma derrota na primeira fase, enquanto este teve duas vitórias e terminou invicto. Portanto, isto não é lá tão significativo, a ponto de ser encarado como desvantagem de forças. A equipa precisa, sim, é de encarar o jogo com maior determinação e crença no seu potencial competitivo, e não encarar o adversário como seu superior.
É preciso que os jogadores tenham em consideração, que quem numa competição chega às meias-finais arrisca-se a ir mais além. O título não foi possível, mas o terceiro lugar pode estar ao alcance. Portanto, chegados até onde chegaram são todos iguais e ninguém deve temer ninguém. O país deposita toda confiança à equipa. Pois, em função do que já mostrou até aqui, é dotada de experiência e nível de jogo suficiente para pensar alto.
Depois de assegurado o passe ao campeonato do mundo, chegar à final seria cereja no topo do bolo. Mas não choremos pelo leite derramado. É com este pensamento, que a equipa deve entrar em campo. Apesar de não contar com o calor do público, pelo país inteiro faz-se uma corrente de força, para que tudo corra à contento e Angola possa se orgulhar dos seus meninos.

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