Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aos Polcias no est fcil

08 de Outubro, 2017
Até ontem antes do jogo estava a correr à boca pequena um \"mujimbo\" próprio do futebol: ferverosos amantes do nosso desporto-rei especulavam que o InterClube tinha de ganhar ao 1º de Agosto; voltaria a ganharia na segunda mão... para no Girabola não complicar a vida ao D´Agosto.

Eu acho que não passou mesmo de \"mujimbos\" do futebol. Porque a batota, os acertos extra-campo, são sancionados regulamentarmente.

Vi ontem o jogo e considero que, em jogo jogado, este InterClube - que na edição passada do Girabola 2016 ficou na sétima posição com 41 pontos - até deu a ver uma qualidade de futebol que o habilita a erguer a Taça. E merece-a muito bem se chegar à final e a ganhar. Quem segue o nosso futebol sabe que esta equipa adstrita ao Ministério do Interior, apesar do já seu longo tempo de existência, pois foi fundada em 1976, não tem ainda uma \"galeria de troféus\" muito recheada\".

Possui as Taças de Angola dos anos de 1986 e 2003 e a de Campeão do Girabola do ano de 2007 e quer aumentar.

Nos anos de 1985, 1989, 2000 e 2005 atingiu as finais da Taça de Angola e a da Taça da Confederação Africana em 2001.

Só no ano de 2007, sob a batuta do técnico brasileiro Carlos Mozer, é que teve capacidade técnica e organizativa que lhe habilitou a ganhar o Girabola.

E, naquela altura, os sócios e a ficcionados do clube passaram a acreditar que significava ...o ponto de partida para outras conquistas, que tardam!

Viveu-se esse sentimento porque houve reforçados investimento para a direcção liderada pelo presidente Alves Simões, cujo ponto mais alto foi a construção de um pequeno, mas moderno estádio de futebol, no bairro Rocha Pinto, onde ontem aconteceu mais aquele duelo InterClube-1º de Agosto.

Hoje, por que razão tarda a dinâmica de 2007, quando Alves Simões, pela dinâmica organizativa que imprimiu possibilitou ao InterClube vencer o Girabola e mesmo ter sido distinguido com o galardão de \"melhor dirigente\"?
Porquê que após tal distinção, já no ano seguinte ( 2008) - e esta é minha opinião - brilhou como sol de pouca duração? É que no terreno do jogo a equipa não revelou sinais daquela \"máquina ganhadora\" de 2007.

Acho, assim, que o fracasso deveu-se essencialmente a desorganização que depois tomou conta do clube, situação que, na altura levou ao afastamento do técnico Carlos Mozer, rendido pelo português Luís Inácio.

Também o técnico Raul Kinanga, na altura adjunto do treinador português, saiu e, fruto da \"crise\", a boa imagem organizativa do clube saiu beliscada. José Martinez, que era comandante da Policia Nacional no Cuanza Norte, onde também era delegado do Ministério, foi chamado a render Alves Simões e pouco fez para ganhos sonantes no futebol, de modo que, faz tempo... veio de de volta Alves Simões!

Resumindo e concluindo o que é que se espera do InterClube até hoje?
A resposta é óbvia: os sócios e os do InterClube já não estão à espera da conquista do Girabola.

Estão é convencidos da Taça de Angola.Porque, em todas as Assembleias-Gerais os sócios e dirigentes tecem cenários para o InteClube abordar com atitude ganhadora quer o Girabola quer a Taça de Angola desde 2009 até este de 2017.

Porque, enfim, das Assembleias-Gerais saem convictos que a equipa recebe e faz altos investimentos financeiros para a aquisição de reforços, beneficiar de estagio pré-competitivos, contratar treinadores e, - eu volto na repetir aqui - os sócios e adeptos do InterClube estão todos à espera da Taça de Angola.

A verdade é que o \"game\" está duro. O 1º de Agosto não está, não senhor...a facilitar! Mas ontem o técncio Paulo Torres disse que está tudo...em aberto.

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