Jornal dos Desportos

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Opinio

Apito de Emiliano e castigos na FAF

07 de Abril, 2018
Apesar, de não figurar na elite das 32 selecções que desfilam no Campeonato do Mundo de futebol deste ano, que se disputa de 14 de Junho a 15 Julho na Rússia, Angola ainda assim, vai estar representada ao mais alto nível, na grande montra do desporto -rei.
E, tudo porque o angolano Jerson Emiliano foi um dos eleitos na lista de 33 árbitros principais e 63 assistentes, de 46 países que marcam presença na principal prova da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).
De 34 anos de idade, o juiz internacional angolano destaca-se não só no país, como a nível de África, razão por que muitas vezes é indicado para apitar jogos que tenham lugar em países do continente.
Só este ano, o conceituado árbitro que nasceu na província da Huíla, fez parte do quarteto que ajuizou o jogo da Supertaça Africana entre Wydad Athletic Club de Marrocos e o TP Mazembe da República Democrática do Congo (RDC), em Casablanca.
Jerson Emiliano figurou ainda da lista de juizes, que participou na fase final do CHAN que se disputou de 13 de Janeiro a 4 de Fevereiro em Marrocos, e que contou com a particiapção do combinado nacional sénior masculino de honras.
Nesta competição reservada a jogadores que actuam nos campeonatos dos respectivos países, o jovem juiz deixou boa impressão, e fruto disso, continua a ser referenciado a nível da arbitragem.
Jerson Emiliano torna-se o segundo árbitro angolano a participar na mais alta-roda do futebol mundial, depois de Inácio Cândido que apitou em 2010 na África do Sul, a que foi a primeira organização de um país do continente.
Por esta indicação, várias são as vozes que fazem coro, a destacar as qualidades do árbitro angolano que vai procurar dar o melhor de si, nesta que é a maior prova de futebol à escala mundial. Jerson Emiliano tem condições para o fazer.
A Direcção da Associação de Árbitros de Futebol de Angola (AAFA), em nota assinada pelo seu presidente, Vicente Garcia, a ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, e outras entidades singulares e colectivas juntaram-se ao coro de satisfação, pela indicação de Jerson Emiliano para o Mundial. É um tributo merecido.
É importante realçar que além do categorizado árbitro angolano, há outros seis principais que representam a África, no total de 36 nomeados para a maior prova da FIFA, facto que deve destacar-se e aplaudir por toda a Nação.
Embora, o próprio Jerson Emiliano considere que não ser fácil figurar entre os 16 árbitros africanos indigitados para estarem na Rússia, face à avaliação desde o Mundial da África do Sul, em 2010, admite que “foi um trabalho árduo e aturado para lá chegar”.
E, mais mais: o jovem juiz assegura que “é uma oportunidade única e motivo de muita alegria”. “Penso, que o reconhecimento é fruto do trabalho que eu e os meus colegas temos feito”, completou o representante de Angola no Mundial da Rússia. Se por um lado, os amantes do desporto-rei no país, particularmente, e do desporto, de uma forma geral, esfregam as mãos de contente pela eleição do jovem para apitar no Mundial de Futebol, por outro, não foi saudável ver o orgão reitor do desporto -rei punir alguns dos seus agentes na semana finda. É verdade!
Ao que parece, o actual elenco da Federação Angolana de Futebol (FAF), liderado por Adão de Almeida e Silva, não tem meias -medidas quando o assunto é punição. Depois da propalada medida que culminou com a supensão por 70 dias, a partir de Janeiro, dos jogadores Dani Massunguna, Paizo, Nelson da Luz, Geraldo, Natael e Show, do 1º de Agosto, por não se apresentarem ao trabalho da Selecção Nacional que disputou o CHAN-2018, a FAF volta agir, agora, com \"mão pesada\".
Os visados, desta vez, foram o treinador -principal do 1º de Maio de Benguela, Agostinho Tramagal, o preparador-físico de guarda-redes do FC Bravos do Maquis do Moxico, Simão Paulo, e o vice -presidente do organismo, Adão Manuel Augusto da Costa.
O técnico da equipa proletária fica suspenso por um ano, como o preparador de guarda-redes da turma maquisarde, além dos castigos aplicados, vão pagar multa de 1 milhão e 70 mil kwanzas ao organismo reitor da modalidades.
Quer um como outro, foram punidos nos termos do número 1 do artigo 95º do Regulamento de Disciplina da FAF. A punição de Agostinho Tramgal deveu-se aos incidentes que ocorreram no jogo da 5ª jornada do Girabola Zap com Clube Desportivo da Huíla (CDH), no Estádio do Ferroviário, no Lubango, em que o visado se desentendeu com o árbitro assistente Adão da Silva, ao passo que Simão Paulo foi expulso no jogo que opôs a equipa ao Interclube, no Estádio 22 de Junho, em Luanda, no dia 18 de Março.
A ordem para abandonar o banco aconteceu, precisamente, quando o treinador de guarda-redes travou a bola do jogo junto à zona de suplentes, quando a sua equipa estava em vantagem no marcador. No concernente à punição do vice-presidente da FAF, tudo ocorreru pelo facto de Adão Costa ter sido notificado para prestar declarações num processo disciplinar a 26 de Março, às 8 horas na sede do organismo, por comparecer às 13h00, sem qualquer justificação, acabou por ser punido.
O responsável da FAF foi suspenso por um período de 15 dias e a pagar multa no valor de 160 mil e 500 kwanzas. A punição de Adão Costa acaba por ser bastante pesada, pese embora, a FAF saber das razões por que agiu de \"mão pesada\". Agora, resta esperar como as coisas vão andar…
Sérgio V.Dias

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