Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aposta na continuidade

05 de Setembro, 2013
Em função dos últimos desenvolvimentos em torno do andebol jovem na classe feminina, que culminaram com a recente conquista do “Africano” de cadetes, em Oyo, República do Congo, o que nos leva a acreditar que a presença nos pódiuns africanos, nos escalões etários vai continuar por mais alguns anos, os responsáveis pela modalidade, devem, em nossa opinião, elaborar projectos mais audazes e ambiciosos, no que tange a contínua participação em competições de nível mundial.

Assim, tem-se a certeza que a hegemonia a nível dos seniores femininos, fruto de um trabalho audaz baseado em projectos credíveis nos escalões etários, vai continuar por mais algum tempo.

O que acima está referenciado, infere que no contexto do continente africano, a nível dos seniores femininos não se deve descurar a evolução das selecções que se tornaram nas adversárias mais directas da angolana, cuja superioridade se traduz nos onze títulos conquistados pela Selecção Nacional e outros tantos a nível de clubes, a responsabilidade do Petro de Luanda.

O rejuvenescimento paulatino que a Selecção Nacional de seniores feminina tem sido alvo, que passa pelo trabalho que é efectuado pelos clubes, o que faz com que os níveis de produção e a hegemonia a nível do continente continuem a ser evidenciados, no que concerne tanto a selecções como a clubes (Petro de Luanda), é o prenúncio da continuidade do trabalho visando o futuro.

É certo que os membros da direcção da federação angolana da modalidade, estão a desenvolver um exercício positivo de dirigismo desportivo, pois é evidente que para além de permitir maior contacto internacional, traquejo e maturidade competitiva, oferece garantias de um desempenho tranquilo em termos continuidade. O futuro começa agora, como se aprende nos compêndios.

Os responsáveis e dirigentes da Federação Angolana de Andebol estão empenhados em materializar esse desiderato, cuja acção inscreve igualmente o desenvolvimento de projectos a curto, médio e longos prazos não apenas para a classe feminina, mas também para os masculinos, cujos resultados nas últimas edições dos “Africanos” e em outras competições de nível internacional, dão indicadores de estarem a evoluir em termos de performances.

Ao contrário do que acontece com algumas modalidades colectivas, os dirigentes do andebol nacional, noves fora os campeonatos nacionais serem disputados por uma quantidade exígua de equipas, se nos atermos a extensão territorial do país e a sua densidade populacional, optaram por desenvolver projectos nos escalões etários, mesmo que em termos reduzidos, o que abre esperanças de que os resultados positivos vão continuar a surgir. Isso não pressupõe que a massificação e o aumento do número de equipas vão deixar de constituir preocupações de quem dirige a modalidade.
Leonel Libório

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