Jornal dos Desportos

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Opinio

Arbitragem uma preocupao

27 de Julho, 2015
Disputadas as primeiras duas jornadas da segunda volta do Girabola-2015, depois da pausa de 40 dias a que esteve sujeito, para dar lugar aos compromissos dos Palancas Negras, dirigentes, responsáveis, técnicos, atletas e outros agentes da modalidade, esperam que a paralisação em referência, tenha servido para os árbitros reflectirem e esforçarem-se por melhorar a performance, uma vez que é do conhecimento geral, o trabalho de alguns trios de arbitragem, foram bastante contestados no primeiro turno da prova.

Os factos demonstram, que nesta fase em que a competição começou a curva rumo à sua conclusão, cujas equipas intervenientes estão empenhadas em amealhar o maior número de pontos possível, com o propósito de alcançarem os objectivos delineados, que se consubstanciam, umas na conquista do título e outras na manutenção no escalão principal, o desenvolvimento dos juízes continua a preocupar os fazedores do espectáculo da bola.

Qualquer adepto, tem a percepção exacta de que a arbitragem do futebol precisa de intervenções directas e pontuais, por parte de quem de direito, para a colocar no lugar que lhe é devido. É de louvar as acções nesse sentido, que começaram a surgir por parte dos membros da cúpula directiva do Conselho Central de Árbitros da FAF. Esperemos que continue nessa senda, como forma de reduzir a quantidade de “casos” ao mínimo, uma vez que os factos evidenciam que a situação se não for contida, tende a atingir contornos que se confundem com o agravar e que pode ser de difícil solução.

É de realçar pela positiva, o facto de, ao contrário do que aconteceu em igual período das edições anteriores, em que a quantidade era superior, as duas jornadas da segunda volta realizadas terem protagonizado só um caso, que continua a dividir as opiniões dos agentes da modalidade. Aconteceu na primeira jornada, na vila de Calulo, quando no período de compensação de neutralizações, o juiz do encontro, Romualdo Baltazar, anulou um golo ao 1º de Agosto, no encontro que efectuou diante do Recreativo do Libolo. O resultado, recorde-se, cifrou-se em três bolas a duas, a favor dos campeões nacionais.

As pessoas não devem deixar de referir pela positiva, o facto de a direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), levar a cabo algumas acções que visam reduzir a existência de “casos”, que vão desde encontros com responsáveis e dirigentes dos clubes, ao desenvolvimento de programas de formação e de sensibilização, para se encontrarem as soluções pontuais para arbitragem, fundamentalmente nesta fase crucial da competição que começa a ser decisiva.

Não obstante os esforços que têm sido feitos pelo Concelho Central de Árbitros de Futebol (CCAF), em particular, e pela cúpula directiva da Federação angolana da modalidade, é justo que as pessoas tenham motivos, para em função dos “casos” protagonizados por algumas arbitragens, se preocupem, pois é evidente o esforço dos responsáveis pelo futebol nacional, em materializar fórmulas no sentido de que esse sector nevrálgico para o seu desenvolvimento, deixe de “sobreviver para viver”.

Essa desconfiança ganha corpo, numa altura em que as denúncias sobre a existência de corrupção no futebol angolano, feitas em público, pelo ex-presidente do Recreativo da Caála, Horácio Mosquito, estarem em posse da Procuradoria Geral da República (PGR), onde decorre um processo judicial, actualmente em fase de instrução preparatória.

A exemplo da postura evidenciada por Horácio Mosquito, é importante que os membros da “família do futebol” tenham consciência para entenderem o que se passa, pois os factos demonstram que não se devem apontar soluções, sem se identificar e atacar as causas de um mal que perdura, faz muito tempo.

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